Cultiva-se em Portugal, nalgumas regiões até ao ano 2000, com o nome de Verdelho (2.050 ha
no ano 2000). É diferente da casta Verdelho da Madeira. Casta originária da ribera del río Sil, na
Galiza , com o nome Godello, é considerada casta principal nas denominações de origem de
Valdeorras e Bierzo.
Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, de média pigmentação e densidade
de pêlos prostrados. Folhas pentaformes, de tamanho pequeno, com cinco lóbulos, de cor
verde escura. Cacho pequeno, curto, de compacidade mediana e forma cónica variável. Bagos
de tamanho médio, elipsoidais.
Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio-alto, porte semi-ereto. Bastante resistente ao stress
hídrico e térmico, evitar solos húmidos e férteis. Maximiza o seu potencial em climas secos, em
oposição àqueles mais húmidos, onde aumenta o seu vigor e rendimento, com a consequente
descida da qualidade.
Formação e poda: os melhores resultados obtêm-se com podas a guyot.
Época de abrolhamento: média-precoce.
Época de maturação: média-precoce (7 dias depois do Alvarinho).
Produção: média.
Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao oídio e botrytis e menos ao míldio e à
excoriose. Sensível às geladas primaveris.
Potencial enológico: produz vinhos bem estruturados de acidez média-boa. Adequada para a
elaboração de vinhos espumantes e de envelhecimento. Com aromas a maçã madura, possuem
um elevado nível de glicerol, o qual lhes confere uma agradável mistura de acidez e doçura. Os
seus vinhos são de cor amarela palha, perfumados, duradouros no tempo e com corpo. Produz
vinhos de excelente qualidade.
Clones em multiplicação: Clones portugueses: 121JBP, 122JBP