Casta muito antiga, difundida no noroeste de Portugal , especialmente na região de Ponte de Lima,
Portugal (5.200 ha no ano 2000) e no sul da Galiza. O seu nome deriva do perfume a louro da uva
e das folhas. Também conhecida com o nome de Marques.
Caraterísticas ampelográficas: Pâmpano de ápice aberto, com pigmentação contínua e
densidade de pêlos média. Pâmpanos avermelhados. Folha média com seio peciolar em lira semifechada,
cinco lóbulos e margens ligeiramente curvadas para o interior. Cacho grande, alado,
medianamente compacto, de forma cilíndrica ou cilíndrica-cónica. Bago médio, esférico, de cor
amarelo dourado e polpa suculenta.
Aspetos de cultivo: vigor médio-elevado, porte semi-ereto. Prefere solos profundos de fertilidade
média, algo secos. É sensível às carências hídricas.
Formação e poda: adapta-se a diversas formações, também de cordão e guyot, graças à sua
alta fertilidade (2 cachos/garfo).
Época de abrolhamento: média-precoce.
Época de maturação: média-tardia (7 dias depois da Gouveio).
Produção: média-alta.
Sensibilidade à doenças e adversidades: sensível à botrytis, à excoriase e ao oídio. Um pouco
menos sensível ao míldio.
Potencial enológico: produz vinhos de acidez elevada, pouco alcoólicos e notável aromaticidade.
Adequado para misturas com outras castas.
Clones em multiplicação: mistura policlonal.