É uma das principais castas brancas de Portugal e cultiva-se em muitos lugares; também foi
introduzida na Austrália, onde o seu cultivo é muito produtivo, e no Sul de África. Também é conhecida
com o nome de Maria Gomes.
Caraterísticas ampelográficas: pâmpano aberto, verde com margens carminadas de intensidade
média. Folha média, pentagonal, com três lóbulos; página superior de cor verde escuro,
perfil alado, seio peciolar aberto em U. Cacho médio, semi-disperso de forma cónica alada.
Bago pequeno de forma esférica; mediana grossura da película, umbigo aparente, polpa suculenta,
macia, sabor neutro.
Época de abrolhamento: precoce.
Época de maturação: precoce.
Aspetos de cultivo: casta de vigor médio, de porte semi-ereto. Adapta-se a vários climas, preferindo
climas temperados e quentes, não sujeitos ao retorno do frio primaveral.
Formação e poda: adapta-se a várias formas e podas.
Produção: boa – ótima.
Sensibilidade às doenças e adversidade: de elevada susceptibilidade ao oídio. O excessivo
stress hídrico pode interferir sensivelmente na qualidade da uva.
Potencial enológico: os mostos obtidos apresentam um elevado teor de açúcar e de acidez;
recomenda-se evitar o atraso da colheita e utilizar terrenos frescos ou regáveis para evitar a
perda de acidez e de importantes componentes aromáticos. Pode produzir vinhos equilibrados
de boa qualidade com aromas muito intensos e complexos. Pode, ainda produzir vinhos doces
refinados com madeira e vinhos espumosos.
Clones em multiplicação: mistura policlonal, 1JBP.