Casta procedente de Portugal, cultivada principalmente na região do Douro. Também presente

no Alentejo e Açores.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto com forte pigmentação antociânica.

Folha pequena, trilobulada ou pentalobulada com seio peciolar com base em V pouco aberto.

Cacho pequeno de compacidade média. Bago pequeno, elipsoidal de difícil separação da grainha.

Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio e porte semi-ereto; adapta-se a vários tipos de terrenos

e a ambientes muito diversos, dos mais secos e quentes até aos mais frescos.

Formação e poda: conveniente a formação em espaldeira, ou mediante guyot com poda longa

ou a cordão esporonado.

Época de abrolhamento: precoce.

Época de maturação: precoce.

Produção: boa e regular.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao oídio e à botrytis, sensibilidade média

ao míldio.

Potencial enológico: dá origem a vinhos de cor amarela-palha de acidez média, muito alcoólicos,

de bom corpo e boa intensidade aromática. Apto tanto para consumo jovem, como para

longo envelhecimento. Também utilizado na produção de vinhos generosos.

Clones em multiplicação: mistura policlonal.