É uma das castas mais importantes na região do Vinho Verde em Portugal (Alvarinho), cultivada sobretudo

no norte do Minho, concelho de Monção. Devido à sua adaptabilidade, também se cultiva

noutras partes de Portugal. Em Espanha, é a casta mais difundida na região da Galiza, a maioria

das plantações encontram-se nas comarcas de O Salnes e O Rosal e estende-se para o interior

pela bacia do rio Minho até Salvatierra de Mino y Arbo, coincidindo com a D.O. Rías Baixas (Galiza).

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, muito cotanilhoso, branco com

margens fortemente dentadas. Folha pequena, redonda-pentagonal, com seios laterais muito

pouco profundos, página superior verde brilhante, página inferior cotanilhosa. Cacho pequeno,

medianamente compacto, bagos esféricos de cor verde-amarelado e com sabor ligeiramente

amoscatelado.

Aptidões de cultivo: vinha de vigor elevado. Porte semi-ereto. Adapta-se a vários tipos de terrenos

e climas, sempre e quando não sejam demasiado húmidos e não se trate de solos mal

drenados. Prefere terrenos de origem granítica.

Formação e poda: prefere formações relativamente estendidas e podas média-longas ou longas.

Em caso de poda curta, podem detetar-se importantes perdas produtivas.

Época de abrolhamento: média-precoce.

Época de maturação: média-precoce.

Produção: casta pouco produtiva, especialmente se não se aplicarem sistemas de desponte e

podas adequados. A seleção clonal oferece importantes melhoras produtivas.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao oídio e à acariose. Medianamente sensível

ao míldio e à botrytis.

Potencial enológico: produz um vinho de cor amarela palha com reflexos esverdeados de acidez

elevada, harmonioso, de grande persistência e expressão aromática. Casta adequada para

envelhecimento.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 42 JBP, 43JBP, 44ISA.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

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