TINTA MIÚDA

Em Portugal mais difundida na Estremadura, Em Espanha conhecida como Graciano originária

da Rioja. O seu nome vem da “Gracia”, que confere na mistura com outros vinhos. Cultiva-se também

em Espanha com o nome de Tintilla de Rota, em Portugal (Tinta Miúda), na ilha italiana de

Sardenha (Cagnulari), em França, Argélia, Austrália, Sul de África (Morrastel) e Califórnia (Xeres).

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto de marcada pigmentação antociânica

e aspecto cotanilhoso. Folha média de cinco lóbulos e forma pentagonal. Seio peciolar em

U fechado. Cacho grande, ombros cilíndricos curtos, menos destacados que na Tempranillo e

não suspensos. Bago redondo de cor preta intenso, tamanho bem mais pequeno, ceroso, película

fina de carne dura e incolor e com grainhas muito grossas. O conjunto do abrolhamento

possui de longe aspeto avermelhado, o que faz com que se distinga facilmente na primavera.

Aspetos de cultivo: bom vigor e porte ereto. Tolerante às secas, adapta-se a solos de todo tipo.

Formação e poda: adapta-se a formas reduzidas e podas cortas.

Época de abrolhamento: tardia.

Época de maturação: média-tardia.

Produção: boa e constante.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensibilidade média-alta ao míldio e ao oídio. Sensível

à botrytis; muito sensível à humidade.

Potencial enológico: produz vinhos de cor vermelha viva, aromáticos, de acidez elevada, utilizados

especialmente em misturas para adquirir longevidade.

Clones em multiplicação: Graciano (clones espanhóis): RJ57, RJ62, RJ103, RJ117.