Procedente da região noroeste de Portugal, é na região portuguesa do Minho onde experimenta
a sua maior expansão. Ainda, pode encontrar-se noutras partes de Portugal, concretamente
na região do Douro (Sousão), e em Espanha (Souson), onde está autorizado na região da Galiza.
Também se cultiva na África do Sul e na Califórnia.
Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, esbranquiçado e cotanilhoso com
ligeira e difusa pigmentação antociânica. Folha média, cuneiforme com cinco lóbulos. Cacho
médio, alado, de compacidade superior à média, de forma cilíndrica ou cilíndrico-cónica. Bago
médio-pequeno, de forma esférica de cor preta-azulada; película com muita pruína, polpa sucosa,
ligeiramente avermelhada e de sabor neutro.
Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio-elevado, de porte ereto. Adapta-se a climas e terrenos
frescos.
Formação e poda: não apresenta limitação às diversas formas de poda, nem sequer às mais
curtas.
Época de abrolhamento: média-precoce.
Época de maturação: tardia. Produção: média.
Sensibilidade às doenças e adversidades: pouco sensível ao míldio e oídio, sensível à esca.
Suporta mal as secas e o stress hídrico. É sensível às queimaduras solares no pâmpano.
Potencial enológico: dá origem a vinhos de cor-de-rosa/bordô intenso, vinhos com corpo e aromas
intensos e persistentes. Utilizado em misturas para proporcionar cor.
Clones em multiplicação: mistura policlonal.