Cepa obtida nos anos 50 na República Checa pelo Eng. Josef Veverka e introduzida no Registo local

das Castas da Vide no ano de 1977, pelo cruzamento de Traminer e Muller Thurgau. Difundido

em Morávia, na atualidade é objeto de verificações agronómicas e enológicas no centro experimental

de Vivai Cooperativi Rauscedo

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice expandido de cor verde clara com tons esbranquiçados

por ser ligeiramente tomentoso. Folha média-grande, pentagonal, trilobulada com

seios pouco profundos. Margem bolhosa de cor verde escura, apresenta leve vilosidade na página

inferior. Cacho médio, piramidal, semi-solto com duas alas curtas. Bago médio, esferoidal

de película com muita pruína e consistente de cor amarela-alaranjada com reflexos dourados.

A polpa apresenta um sabor aromático intenso.

Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio-elevado com porte da vegetação semi-ereto. Apresenta

ramos longos e robustos de entrenó médio-curto. Prefere climas frescos, melhor se estiverem

arejados e terrenos chãos não demasiado pesados ou terrenos em colinas bem expostos.

Formação e poda: adapta-se bem à formação em espaldeira. É necessário realizar podas verdes

para regular a vegetação e melhorar assim a qualidade da uva.

Época de abrolhamento: ligeiramente precoce.

Época de maturação: precoce.

Produção: abundante e constante.

Sensibilidade às doenças e adversidades: em geral boa, pouco sensível à botrytis e à podridão.

Boa resistência ao frio do Inverno.

Potencial enológico: dá origem a vinhos de notável potencial enológico, frescos, de aromas pronunciados

com notas que lembram a casta Traminer de ótima acidez e corpo.

Clones de próxima apresentação para homologação: Palava VCR197*