Cepa originária dos vales de Rhin, difundida posteriormente noutros países do norte e centro da
Europa
Caraterísticas ampelográficas: a casta é bastante homogénea; as diferenças referem-se às
dimensões do cacho e as caraterísticas organolépticas do produto. Pâmpano de ápice expandido,
cotanilhoso, esbranquiçado com folhas apicais descoladas e esbranquiçadas. Folha de
dimensões médias, arredondada quase inteira, margem espessa, ondulada, de cor verde escura,
nervuras das bases vermelhas-purpúreas, visíveis. Seio peciolar em V fechado, por vezes
com margens superpostas. Superfície inferior aracnóide. Cacho pequeno, compacto. Bago médio-
pequeno, esferoidal, de cor amarela dourada; película consistente; polpa sucosa de sabor
delicadamente aromático
Aspetos de cultivo: cepa de ótimo vigor com porte da vegetação semi-rastejante e não excessivamente
equilibrado. Prefere terrenos situados em colinas, bem expostos e solos não demasiado
argilosos, nem húmidos.
Formação e poda: prefere formas ligeiramente estendidas e podas médias-longas.
Época de abrolhamento: média.
Época de maturação: média.
Produção: discreta e bastante constante, sempre que não apareçam os sintomas de desavinho.
Sensibilidade às doenças e adversidades: pode sofrer desavinhos em áreas não adequadas,
requer zonas bem expostas e arejadas para evitar excessivos danos causados pela botrytis.
Boa resistência aos frios invernais e outonais.
Potencial enológico: dá origem a ótimos vinhos finos de cor amarela-palha com reflexos esverdeados,
secos, ligeiramente aromáticos, vivos, perfumados.
Clones em multiplicação: Riesling (Renano) R 2, VCR 3, ISV3, ISVF1T; clones franceses: Inra-
Entav 49.