Castas de Uva Branca

A Vivai Cooperativi Rauscedo - VCR produzem mais de 4000 combinações distintas entre castas, clones e porta enxertos.
A Improfort Portugal e a VCR- Rauscedo, comercializam e prestam todo o apoio técnico, às plantações com videiras italianas - VCR, com castas nacionais e internacionais e com diferentes clones e porta enxertos, mais adaptados à nossa realidade nacional .
As novas videiras resistentes ao míldio e ao oídio, são a última aposta da VCR, em tornar a vinha mais rentável e amiga do ambiente e um bom augúrio do futuro da vinha em Portugal.
A+ R A-

AIREN

É a casta mais plantada no mundo. Cultiva-se sobretudo no centro de Espanha. Cacho grande

e alado; bago esférico, polpa macia. Cepa vigorosa de porte tombado (rastreiro), con época

de abrolhamento tardia. Apresenta produção abundante e constante, maduração tardia e uma

acentuada fertilidade na base, pelo que se adapta a uma poda muito curta tipo Gobelet. Pode

adaptar-se a espaldeira. Muito resistente às doenças. Pouco sensível às geladas primaveris.

Resistência ótima à seca graças à sua rusticidade. Obtém-se um vinho neutro e alcoólico, de

qualidade média-baixa devido à sua elevada produtividade. O nível de acidez é baixo.

Clones em multiplicação: Airen 22-23, 24-13, 18-22.

Características

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ALVARINHO

É uma das castas mais importantes na região do Vinho Verde em Portugal (Alvarinho), cultivada sobretudo

no norte do Minho, concelho de Monção. Devido à sua adaptabilidade, também se cultiva

noutras partes de Portugal. Em Espanha, é a casta mais difundida na região da Galiza, a maioria

das plantações encontram-se nas comarcas de O Salnes e O Rosal e estende-se para o interior

pela bacia do rio Minho até Salvatierra de Mino y Arbo, coincidindo com a D.O. Rías Baixas (Galiza).

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, muito cotanilhoso, branco com

margens fortemente dentadas. Folha pequena, redonda-pentagonal, com seios laterais muito

pouco profundos, página superior verde brilhante, página inferior cotanilhosa. Cacho pequeno,

medianamente compacto, bagos esféricos de cor verde-amarelado e com sabor ligeiramente

amoscatelado.

Aptidões de cultivo: vinha de vigor elevado. Porte semi-ereto. Adapta-se a vários tipos de terrenos

e climas, sempre e quando não sejam demasiado húmidos e não se trate de solos mal

drenados. Prefere terrenos de origem granítica.

Formação e poda: prefere formações relativamente estendidas e podas média-longas ou longas.

Em caso de poda curta, podem detetar-se importantes perdas produtivas.

Época de abrolhamento: média-precoce.

Época de maturação: média-precoce.

Produção: casta pouco produtiva, especialmente se não se aplicarem sistemas de desponte e

podas adequados. A seleção clonal oferece importantes melhoras produtivas.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao oídio e à acariose. Medianamente sensível

ao míldio e à botrytis.

Potencial enológico: produz um vinho de cor amarela palha com reflexos esverdeados de acidez

elevada, harmonioso, de grande persistência e expressão aromática. Casta adequada para

envelhecimento.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 42 JBP, 43JBP, 44ISA.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

 

Antão Vaz

Cultiva-se principalmente na região da Vidigueira (Alentejo-Portugal).

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, com margens rosadas. Folha media,

margem pentagonal, cinco lóbulos, seio peciolar aberto. Cacho médio, semi-compacto, cilíndrico-

cónico. Bago grande, esferoidal.

Aptidões de cultivo: cepa de vigor elevado, porte semi-ereto/horizontal. Prefere climas quentes

com muito sol e solos profundos, secos e de boa fertilidade.

Época de abrolhamento: média.

Época de maturação: média.

Produção: muito elevada.

Formação e poda: prefere podas invernais médias ou longas e bastante ricas, aproveitando

assim o seu máximo potencial produtivo. Não se adapta bem à formação mediante cordão bilateral

tradicional.

Sensibilidade às doenças e adversidades: levemente sensível ao oídio e ao míldio. Sensível à

botrytis, esca e eutipiose.

Potencial enológico: dá origem a vinhos de cor amarela cítrica com aromas que lembram frutas

tropicais maduras. De boa estrutura, ligeiramente ácido, suporta bem o envelhecimento. É

uma casta recomendada para as zonas quentes.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 50JBP.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

 

 

Arinto

ARINTO

Cultivada em todo Portugal. Também conhecida com o nome de Pedernã.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano aberto, distribuição com rebordo e fraca intensidade

da pigmentação antociânica da extremidade, porte ereto, alto vigor do pâmpano. Folha grande,

margem pentagonal, cinco lóbulos, dentes de lados convexos e curtos, seio peciolar fechado

em V, seios laterais superiores abertos, base dos seios laterais superiores em V. Cacho grande,

compacto, pedúnculo médio. Bago pequeno, uniforme, de forma elíptica, curta, umbigo visível;

polpa colorida, suculenta, mole; pedicelo curto de difícil separação.

Aspetos de cultivo: cepa muito vigorosa de porte ereto.

Formação e poda: prefere formas relativamente estendidas e podas média-longas.

Época de abrolhamento: tardia.

Época de maturação: tardia.

Produção: cepa tradicionalmente pouco produtiva, a sua produtividade melhorou notavelmente,

graças à selecção de materiais vegetais sãos.

Sensibilidade às doenças e adversidades: medianamente sensível à botrytis.

Potencial enológico: teor em açúcar médio, acidez total muito elevada; produz vinhos brancos

de reflexos verdes, caraterizados por uma importante gama aromática, de acidez forte e aroma

intenso, adequados para o envelhecimento.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 34JBP, 35JBP, 38JBP.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

AVESSO

Casta cultivada na região de Vinho Verde, em Portugal, apresenta cacho de tamanho médio, cónico

e compacidade média. Bago médio, elíptico. Vigor muito elevado, porte semi-ereto. Época de

abrolhamento precoce. Muito sensível ao míldio e botrytis, sensível ao oídio. Adapta-se a vários

sistemas de formação e poda, embora prefira podas longas. Cepa ligeiramente produtiva,

apresenta época de maturação precoce. Dá origem a vinhos delicados com aromas ligeiramente

florais, tendentes a frutados, grau alcoólico limitado e acidez média, de consumo fresco.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

AZAL B.

Casta cultivada na região do Minho, em Portugal. Apresenta cacho de tamanho médio, cónico,

compacidade média. Bago grande, elíptico. Vigor elevado, porte semi-ereto. Época de abrolhamento

precoce. Sensível ao míldio, ao oídio e à botrytis. Adapta-se a vários sistemas de formação

e poda, embora prefira podas longas. Cepa muito produtiva, apresenta época de maturação

média-tardia. Dá origem a vinhos de elevada acidez, frescos e cítricos de aromas ligeiramente

frutados a maçã verde.

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BLANCA CAYETANA

Casta cultivada principalmente na província de Badajoz, em Espanha. Cacho médio-grande e

bastante compacto. Bago elíptico curto. Cepa de elevada produção e maduração média-tardia,

apresenta época de abrolhamento média, vigor médio-alto e porte da vegetação semi-ereto.

Tradicionalmente cultivada em vaso, adapta-se às formas dirigidas em espaldeira. Prefere

podas média-ricas. Sensível ao oídio, à botrytis e à acariose. Dá origem a vinhos alcoólicos de

baixa acidez, cor amarela ténue com tons esverdeados, perfumes intensos e complexos a fruta

madura (banana, maçã) e, ao mesmo tempo, a verduras que lhes conferem notas frescas e

frutadas. Graças à sua produtividade, pode ser utilizada na produção de álcool para brandy.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CAIÑO BRANCO

Cultivada na Galiza (Espanha) e no norte de Portugal. Utiliza-se na Região Demarcada das Rias

Baixas, complementando a uva Alvarinho. Folhas pequenas, trilobuladas, cuneiforme; cacho de

tamanho pequeno, solto; bagos pequenos, arredondados. Cepa ligeiramente vigorosa, apresenta

época de abrolhamento precoce. Sensível ao míldio e botrytis, cultiva-se em parreira, com

poda mista de garfo e esporonada. Cepa de produtividade média, apresenta época de maturação

média-precoce. Dá origem a vinhos secos, florais com sabor frutado típico.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CHARDONNAY

Cepa de origem francesa, cultivada na região de Champagne e Borgonha, encontrou ampla difusão em

várias zonas vitícolas do mundo. Segundo as estimativas da OIV, no ano 2000 a superfície mundial de

Chardonnay era cerca de 100 000 hectares.

Caraterísticas ampelográficas: a casta é bastante homogénea, as diferenças substanciais referem-se

à produtividade mais ou menos pronunciada e aos componentes organolépticos da uva. Pâmpano de

ápice expandido, verde-amarelado, pouco tomentoso. Folha média, redondeada, quase inteira, margem

um pouco bolhoso, verde, escassamente provida de tomento com seio peciolar em U aberto com

nervuras que delimitam o fundo do ponto peciolar. Cacho médio, tronco-cónico com uma ala evidente,

justamente compacto. Bago médio, de cor amarela-dourada; película de consistência média.

Aspetos de cultivo: cepa vigorosa, sarmentos robustos de entrenós curto, vegetação com porte

ereto tendencialmente equilibrada. Adapta-se a vários tipos de solos e climas, sempre e quando

não sejam demasiado húmidos. Deve evitar-se o seu cultivo em ambientes excessivamente secos.

Formação e poda: adapta-se a várias formas, também aquelas completamente mecanizadas

e a diversos sistemas de plantação, sempre e quando não sejam demasiado estreitos. Pode ser

podado em curto no sul e médio-longo no norte, sempre e quando se dê uma carga de garfos equilibrada

na planta. Nos climas setentrionais mais húmidos, podem ser necessárias podas em verde

para uma maturação regular da uva e para evitar o aparecimento da botrytis e a podridão ácida.

Época de abrolhamento: precoce.

Época de maturação: precoce.

Produção: média e constante com todas as formas de poda; com podas longas pode ser abundante

em detrimento da qualidade do produto.

Sensibilidade às doenças e adversidades: normal, um pouco sensível à botrytis no norte e nas

zonas húmidas. Sensível aos fitoplasmas da videira. Muito resistente à clorose. Sensível às geladas

outonais. Em determinadas situações pedoclimáticas pode apresentar incompatibilidade

com 3309C e Gravesac.

Potencial enológico: produz vinhos de sabor tipicamente varietal, de cor amarela palha com reflexos

dourados com aromas e perfumes delicados, justamente ácidos de bom teor alcoólico. Ótimo como

base para espumosos; vinificado em branco pode assumir uma cor amarela palha. O uso em misturas,

pode levar a interessantes melhorias de outros vinhos tendencialmente neutros.

Clones em multiplicação: Chardonnay R 8, VCR 4, VCR 6, VCR 10, VCR 11, ISV 1, ISV 4, ISV 5, SMA 108,

SMA 123, SMA 127, SMA 130, ISMA 105, STWA 95-350, STWA 95-355; clones franceses: Inra-Entav 75,

76, 95, 96, 117, 121, 132, 277, 548, 809.

Clones de próxima apresentação à homologação: Chardonnay VCR 192, VCR 434, VCR 435, VCR 436,

VCR 481, VCR 484.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CHENIN

Casta originaria de França (Val de Loire), na atualidade é amplamente cultivada na Argentina,

Chile, Califórnia, Nova Zelândia, Austrália e África do Sul. Cacho médio-grande, compacto; bago

de dimensões médias, ovóide. De elevado vigor, apresenta época de abrolhamento precoce. Muito

sensível à botrytis, oídio e doenças da madeira. Sensibilidade normal ao míldio. Adapta-se a vários

sistemas de formação e poda. Cepa de boa produtividade, apresenta época de maturação

média. Dá origem a vinhos de grande acidez, finos com notas cítricas muito interessantes ou

notas a mel. Dependendo do tipo do solo ou da elaboração, pode dar lugar a vinhos secos, espumantes

(em solos arenosos com colheita antecipada) ou vinhos de estrutura e licorosos (em

solos argilosos-calcários e uvas passas).

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CODEGA DO LARINHO

Cultivada no norte de Portugal, em particular na região de Trás-os-Montes, apresenta cacho

grande e compacto, e bago médio, arredondado de polpa sucosa e ligeiramente aromática. De

vigor médio e porte semi-ereto, apresenta época de abrolhamento média-tardia. Sensível ao

míldio e pouco sensível à botrytis e oídio. Cepa de produtividade média, apresenta época de

maturação média. Dá origem a vinhos de boa complexidade, frutados (frutas tropicais) e florais

nem sempre de suficiente frescura, dada a sua escassa acidez, mas de ótimo perfil aromático,

pelo que é recomendado o seu uso em misturas com outras cepas.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

DIAGALGES

Casta antiga do sul do Portugal, provavelmente corresponde à variedade Eva na Extremadura

(Espanha), onde também é chamada Montúa, Chelva, Mantua, Mantuo, Uva del Rey. Apreciada

no passado para o seu consumo em fresco, a partir dos anos 60 e 70 do século passado começou

o seu declive comercial ao ir sendo substituída por uvas de outras zonas mais temperadas.

Nos últimos anos, algumas empresas dedicaram-se à sua recuperação e valorização elaborando

vinhos brancos com resultados muito interessantes.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice esbranquiçado, cotanilhoso, com margem

avermelhada pouco intensa. Folha grande, pentagonal com seios laterais marcados e página

inferior ligeiramente cotanilhosa. Cacho médio-grande, medianamente compacto. Bago grande,

elíptico.

Aspetos de cultivo: casta vigorosa de porte rastreiro. Prefere ambientes temperados – quentes

com primaveras secas.

Formação e poda: prefere podas médio-longas.

Época de abrolhamento: média-tardia.

Época de maturação: tardia. Produção: abundante.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensibilidade média-baixa ao oídio.

Potencial enológico: produz vinhos frescos e frutados, com grau alcoólico médio e acidez média.

Pode ainda, ser utilizada como uva de mesa para consumo fresco.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ENCRUZADO

Casta cultivada principalmente no Dão (Portugal). Possui cacho médio-pequeno, compacto. Bago

médio, ligeiramente oval, de difícil desprendimento do pedúnculo. Casta de alto vigor, porte semi-

ereto, com época de abrolhamento média. Produção média. Sensibilidade média ao oídio,

míldio e botrytis. A época de maturação é precoce (igual à Fernão Pires). Dá vinhos elegantes e

de complexidade muito alta, acidez média e grande qualidade

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

FERNAO PIRES

É uma das principais castas brancas de Portugal e cultiva-se em muitos lugares; também foi

introduzida na Austrália, onde o seu cultivo é muito produtivo, e no Sul de África. Também é conhecida

com o nome de Maria Gomes.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano aberto, verde com margens carminadas de intensidade

média. Folha média, pentagonal, com três lóbulos; página superior de cor verde escuro,

perfil alado, seio peciolar aberto em U. Cacho médio, semi-disperso de forma cónica alada.

Bago pequeno de forma esférica; mediana grossura da película, umbigo aparente, polpa suculenta,

macia, sabor neutro.

Época de abrolhamento: precoce.

Época de maturação: precoce.

Aspetos de cultivo: casta de vigor médio, de porte semi-ereto. Adapta-se a vários climas, preferindo

climas temperados e quentes, não sujeitos ao retorno do frio primaveral.

Formação e poda: adapta-se a várias formas e podas.

Produção: boa – ótima.

Sensibilidade às doenças e adversidade: de elevada susceptibilidade ao oídio. O excessivo

stress hídrico pode interferir sensivelmente na qualidade da uva.

Potencial enológico: os mostos obtidos apresentam um elevado teor de açúcar e de acidez;

recomenda-se evitar o atraso da colheita e utilizar terrenos frescos ou regáveis para evitar a

perda de acidez e de importantes componentes aromáticos. Pode produzir vinhos equilibrados

de boa qualidade com aromas muito intensos e complexos. Pode, ainda produzir vinhos doces

refinados com madeira e vinhos espumosos.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 1JBP.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

GARNACHA BRANCA

A Garnacha Branca é uma mutação da tinta. É especialmente abundante no nordeste da Península

ibérica e na região francesa dos Pirenéus Orientais, onde é conhecida como Grenache Blanc

ou, por vezes, como Silla Blanc. Cachos de tamanho médio, compactos e com pedúnculo muito

curto. Bagos médios, de forma esféricas. Casta vigorosa de porte muito ereto, rústica, muito

resistente à seca. Adapta-se a terrenos pouco férteis e pedregosos. Apresenta época de abrolhamento

média-precoce; adapta-se a várias formas de poda, preferindo aquelas de expansão

média. Comporta-se bem em poda curta pela sua boa fertilidade. Cepa de produção média e

maturação média (II época). Pouco sensível ao oídio e muito pouco sensível aos ácaros. É sensível

ao excesso de humidade e às condições de encharcamento. Sensível ao desavinho do cacho,

mas em menor medida que a Garnacha Tinta. Bastante resistente ao vento. Costuma exteriorizar

facilmente os sintomas de carência de magnésio. Produz vinhos frescos, alcoólicos, de acidez

média, ricos em extrato e com aromas de fruta madur. Apresenta um alto teor de oxidases, pelo

que se recomenda uma elaboração esmerada para evitar oxidações precoces.

Clones em multiplicação: Grenache blanc (clones franceses) Inra-Entav 141, 143.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

GOUVEIO

Cultiva-se em Portugal, nalgumas regiões até ao ano 2000, com o nome de Verdelho (2.050 ha

no ano 2000). É diferente da casta Verdelho da Madeira. Casta originária da ribera del río Sil, na

Galiza , com o nome Godello, é considerada casta principal nas denominações de origem de

Valdeorras e Bierzo.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, de média pigmentação e densidade

de pêlos prostrados. Folhas pentaformes, de tamanho pequeno, com cinco lóbulos, de cor

verde escura. Cacho pequeno, curto, de compacidade mediana e forma cónica variável. Bagos

de tamanho médio, elipsoidais.

Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio-alto, porte semi-ereto. Bastante resistente ao stress

hídrico e térmico, evitar solos húmidos e férteis. Maximiza o seu potencial em climas secos, em

oposição àqueles mais húmidos, onde aumenta o seu vigor e rendimento, com a consequente

descida da qualidade.

Formação e poda: os melhores resultados obtêm-se com podas a guyot.

Época de abrolhamento: média-precoce.

Época de maturação: média-precoce (7 dias depois do Alvarinho).

Produção: média.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao oídio e botrytis e menos ao míldio e à

excoriose. Sensível às geladas primaveris.

Potencial enológico: produz vinhos bem estruturados de acidez média-boa. Adequada para a

elaboração de vinhos espumantes e de envelhecimento. Com aromas a maçã madura, possuem

um elevado nível de glicerol, o qual lhes confere uma agradável mistura de acidez e doçura. Os

seus vinhos são de cor amarela palha, perfumados, duradouros no tempo e com corpo. Produz

vinhos de excelente qualidade.

Clones em multiplicação: Clones portugueses: 121JBP, 122JBP

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

LOUREIRO

Casta muito antiga, difundida no noroeste de Portugal , especialmente na região de Ponte de Lima,

Portugal (5.200 ha no ano 2000) e no sul da Galiza. O seu nome deriva do perfume a louro da uva

e das folhas. Também conhecida com o nome de Marques.

Caraterísticas ampelográficas: Pâmpano de ápice aberto, com pigmentação contínua e

densidade de pêlos média. Pâmpanos avermelhados. Folha média com seio peciolar em lira semifechada,

cinco lóbulos e margens ligeiramente curvadas para o interior. Cacho grande, alado,

medianamente compacto, de forma cilíndrica ou cilíndrica-cónica. Bago médio, esférico, de cor

amarelo dourado e polpa suculenta.

Aspetos de cultivo: vigor médio-elevado, porte semi-ereto. Prefere solos profundos de fertilidade

média, algo secos. É sensível às carências hídricas.

Formação e poda: adapta-se a diversas formações, também de cordão e guyot, graças à sua

alta fertilidade (2 cachos/garfo).

Época de abrolhamento: média-precoce.

Época de maturação: média-tardia (7 dias depois da Gouveio).

Produção: média-alta.

Sensibilidade à doenças e adversidades: sensível à botrytis, à excoriase e ao oídio. Um pouco

menos sensível ao míldio.

Potencial enológico: produz vinhos de acidez elevada, pouco alcoólicos e notável aromaticidade.

Adequado para misturas com outras castas.

Clones em multiplicação: mistura policlonal.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

MACABEO

Casta originária de Espanha, de onde se propagou para a região francesa de Midi. Os seus sinónimos

são Macabeu e Viura. Cacho grande e compacto. Bago redondo, médio e de película fina.

Casta vigorosa de porte ereto, com época de abrolhamento tardia. Funciona bem com podas

curtas embora admita podas longas, dependendo das condições pedoclimáticas. Apresenta

produção elevada e constante e época de maturação média tardia. Adapta-se a todas as condições

climáticas e de altitude, mas cultiva-se melhor em solos férteis e frescos. Sensível ao

vento e as secas extremas. Casta sensível às doenças da madeira, ao oídio, ácaros e ao míldio.

Produz vinhos alcoólicos de boa acidez, aromas frutados, pouco adstringentes, mas muito

bem equilibrados em acidez – álcool. Suporta bem o envelhecimento em barricas. É ideal para

a elaboração de vinhos jovens e como base para espumante. Em França, utiliza-se, sobretudo,

para a preparação de vinhos generosos e licorosos nos Pirenéus orientais e para vinhos doces

naturais em Banyuls e Rivesaltes.

Clones em multiplicação: Macabeu (clones franceses): Inra-Entav 630, 631, 737; Viura (clones

espanhóis): I-82, I-83, E-225

MALVASIA AROMÁTICA (DE SITGES)

Cepa de origem grega, que foi difundida em muitas zonas do Mediterrâneo, na Croácia (Malvasia

de Dubrovnik), em Itália (Malvasia de Sardegna, Malvasia de Bosa, Malvasia de Lipari) e em

Espanha (Malvasia aromática, de Banyalbufar, de Sitges). Cultiva-se com o nome Malvasia

nas Regiões Demarcadas de Abona, El Hierro, Empordá, Gran Canária, La Gomera, La Palma,

Penedés, Tacoronte- Acentejo, Valle de Güímar, Valle da Orotava e Ycoden-Daute-Isora; com o

nome de Malvasia de Sitges ou Malvasia Grossa na Região Demarcada da Catalunha. Apresenta

cacho de dimensões médias, cilíndrico-cónico, alado ou piramidal, semi-solto pelo seu desavinho

ligeiro. Bago de dimensões médias, elíptico. Polpa de sabor ligeiramente aromático. Cepa

de vigor médio e de porte rastejante. Prefere formações de expansão média e podas médio-curtas.

Apresenta época de abrolhamento média. Levemente tolerante ao míldio, muito sensível

ao oídio. Pouca resistência às geadas primaverais. Casta de produção não elevada, mas constante,

apresenta época de maturação média-precoce. Dá origem a vinhos de cor amarela-palha

ou amarela dourada intensa quase preta depois do envelhecimento, de aroma ligeiramente a

moscatel, intenso (amêndoas amargas) e de sabor seco, quente, amargo.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

MALVASIA AROMÁTICA (DE SITGES) (2)

Cepa de origem grega, que foi difundida em muitas zonas do Mediterrâneo, na Croácia (Malvasia

de Dubrovnik), em Itália (Malvasia de Sardegna, Malvasia de Bosa, Malvasia de Lipari) e em

Espanha (Malvasia aromática, de Banyalbufar, de Sitges). Cultiva-se com o nome Malvasia

nas Regiões Demarcadas de Abona, El Hierro, Empordá, Gran Canária, La Gomera, La Palma,

Penedés, Tacoronte- Acentejo, Valle de Güímar, Valle da Orotava e Ycoden-Daute-Isora; com o

nome de Malvasia de Sitges ou Malvasia Grossa na Região Demarcada da Catalunha. Apresenta

cacho de dimensões médias, cilíndrico-cónico, alado ou piramidal, semi-solto pelo seu desavinho

ligeiro. Bago de dimensões médias, elíptico. Polpa de sabor ligeiramente aromático. Cepa

de vigor médio e de porte rastejante. Prefere formações de expansão média e podas médio-curtas.

Apresenta época de abrolhamento média. Levemente tolerante ao míldio, muito sensível

ao oídio. Pouca resistência às geadas primaverais. Casta de produção não elevada, mas constante,

apresenta época de maturação média-precoce. Dá origem a vinhos de cor amarela-palha

ou amarela dourada intensa quase preta depois do envelhecimento, de aroma ligeiramente a

moscatel, intenso (amêndoas amargas) e de sabor seco, quente, amargo.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

MALVASIA D DI CANDIA AROMÁTICA

De origem desconhecida, não pertence à grande família de Malvasia, e aproxima-se mais ao grupo

dos moscatel. Difundida no Noroeste de Itália, apresenta ótima adaptabilidade a regiões mais

quentes, tanto no centro-sul de Itália, como noutros países do Mediterrâneo (Portugal , Grécia

e Espanha).

Caraterísticas ampelográficas: a casta é bastante homogénea, as eventuais diferenças manifestam-

se na diversa compacidade do cacho. Pâmpano de ápice medianamente expandido,

pubescente, esbranquiçado com tons castanhos e margens carminadas. Folha média, pentagonal,

com cinco lóbulos, dentes evidentes e irregulares, limbo verde e brilhante, glabra e

pouco tomentosa, também na página inferior. Seio peciolar em U ou lira. Cacho superior a médio,

solto, prolongado, muito alado com pedúnculo muito longo. Bago mediano, esferoidal com

umbigo visível e de cor amarela dourada opalescente; película espessa e pruinosa; polpa suculenta,

solta e de sabor a moscatel.

Aspetos de cultivo: cepa de bom vigor e porte da vegetação semi-ereto, sarmentos relativamente

robustos e entrenós médios. Prefere solos relativamente férteis e frescos e situados em

colinas, e climas não demasiado secos.

Formação e poda: prefere formas de expansão mediana e podas longas. Adapta-se com dificuldade

a formas de mecanização integral.

Época de abrolhamento: média.

Época de maturação: média.

Produção: média e bastante constante.

Sensibilidade às doenças e adversidades: desavinho mais ou menos evidente em determinados

biótipos. Boa resistência ao frio invernal e às geladas outonais.

Potencial enológico: produz vinhos de cor amarela dourada clara, com um agradável aroma

amoscatelado; nas colinas do noroeste de Itália (Piacentino) vinifica-se frequentemente em misturas

com outras uvas para originar perfume e aroma aos vinhos locais. Produz ainda, vinhos

muito apreciados noutros âmbitos, confirmando desta maneira a grande adaptabilidade da casta.

Clones em multiplicação: Malvasia di Candia Aromatica VCR 27, PCMACA62, PCMACA68.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo