Castas de Vinificação

A Vivai Cooperativi Rauscedo - VCR produzem mais de 4000 combinações distintas entre castas, clones e porta enxertos.
A Improfort Portugal e a VCR- Rauscedo, comercializam e prestam todo o apoio técnico, às plantações com videiras italianas - VCR, com castas nacionais e internacionais e com diferentes clones e porta enxertos, mais adaptados à nossa realidade nacional .
As novas videiras resistentes ao míldio e ao oídio, são a última aposta da VCR, em tornar a vinha mais rentável e amiga do ambiente e um bom augúrio do futuro da vinha em Portugal.
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AIREN

É a casta mais plantada no mundo. Cultiva-se sobretudo no centro de Espanha. Cacho grande

e alado; bago esférico, polpa macia. Cepa vigorosa de porte tombado (rastreiro), con época

de abrolhamento tardia. Apresenta produção abundante e constante, maduração tardia e uma

acentuada fertilidade na base, pelo que se adapta a uma poda muito curta tipo Gobelet. Pode

adaptar-se a espaldeira. Muito resistente às doenças. Pouco sensível às geladas primaveris.

Resistência ótima à seca graças à sua rusticidade. Obtém-se um vinho neutro e alcoólico, de

qualidade média-baixa devido à sua elevada produtividade. O nível de acidez é baixo.

Clones em multiplicação: Airen 22-23, 24-13, 18-22.

Características

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ALFROCHEIRO

Variedad presente en varias regiones productoras de vino en Portugal. Presenta un racimo

pequeño, compacto, con pedúnculo corto, fuertemente lignificado. Baya pequeña, uniforme,

esférica de piel gruesa y ombligo aparente. Variedad de vigor medio-alto, porte semierguido y

época de brotacion media. Gracias a su buena fertilidad en la base, se adapta también a podas

cortas. No debe forzarse la producción en los primeros años después de la plantación. La producción

es de buena a mediana. Sensibilidad mediana a mildiu y oidio, sensibilidad a botritis y

yesca superior a la media. Prefiere suelos arenosos, poco fértiles. Tolera mal el estrés hídrico y

la escasez de boro. La época de maduración es media (5 días después de Tempranillo). Adecuada

para la producción de vinos jóvenes y vinos con un aroma particularmente afrutado. También

adecuada para el envejecimiento medio-largo, si la producción está controlada y se realiza en

ambientes frescos. Frecuentemente utilizada en mezclas con Touriga.

Clones en multiplicación: mezcla policlonal, 41JBP.

Características

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ALICANTE BOUSCHET

 

Casta muito difundida em Portugal, utilizada em elaboração de lotes devido à sua cor vermelho

escura. Casta obtida em França no ano 1855 por Henry Bouschet, através do cruzamento de

Grenache x Petit Bouschet (Aragon x Teinturier Du Cher). Difundida em França, Espanha (Garnacha

Tintorera), Portugal e limitadamente em Itália.

Caraterísticas ampelográficas: a casta é bastante homogénea, as diferenças mais importantes

encontram-se na forma e no tamanho do cacho e na produtividade. Pâmpano de ápice com

pêlo verde esbranquiçado, folha média, trilobulada de forma triangular com seio peciolar em

lira mais ou menos fechada. Página inferior com pêlos. Cacho médio, cónico tendencialmente

compacto. Bago médio de película espessa, polpa colorida.

Aspetos de cultivo: vinha de vigor médio de porte ereto. Adapta-se bem a vários tipos de terrenos

de soltos a argilosos-calcários e a ambientes quentes a temperados quentes.

Formação e poda: prefere formas de expansão média e podas médias ou curtas.

Época de abrolhamento: média.

Época de maturação: média-precoce.

Produção: boa.

Sensibilidade a doenças e adversidades: sensíveis à excoriose e ao míldio e aos fitoplasmas.

Potencial enológico: é utilizado em mistura com outros vinhos para dar cor já que às vezes é

difícil que alcance finura e pode evidenciar carências no perfil aromático e polifenólico. Em determinados

ambientes pedoclimáticos, como na zona de Almansa em Espanha, têm-se obtido

vinhos monovarietais ótimos.

Clones em multiplicação: Clones franceses: Inra-Entav 803, 804.

SUPERFÍCIE CULTIVADA

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

 

 

ALVARELHÃO (BRANCELHO

Cepa de origem galega (Brancellao) e do norte de Portugal, designada também Brancelho.

Apresenta um cacho pequeno, cilíndrico, ligeiramente compacto. Bago pequeno, elíptico. Tratase

de uma cepa de vigor médio, de produção média, abrolhamento médio-tardio e maturação

média-precoce. Teor em açúcar médio e acidez total média, dá origem a vinhos cor rubi, aromáticos,

de sabor ligeiro. Também se utiliza para a produção de vinhos rosados.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ALVARINHO

É uma das castas mais importantes na região do Vinho Verde em Portugal (Alvarinho), cultivada sobretudo

no norte do Minho, concelho de Monção. Devido à sua adaptabilidade, também se cultiva

noutras partes de Portugal. Em Espanha, é a casta mais difundida na região da Galiza, a maioria

das plantações encontram-se nas comarcas de O Salnes e O Rosal e estende-se para o interior

pela bacia do rio Minho até Salvatierra de Mino y Arbo, coincidindo com a D.O. Rías Baixas (Galiza).

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, muito cotanilhoso, branco com

margens fortemente dentadas. Folha pequena, redonda-pentagonal, com seios laterais muito

pouco profundos, página superior verde brilhante, página inferior cotanilhosa. Cacho pequeno,

medianamente compacto, bagos esféricos de cor verde-amarelado e com sabor ligeiramente

amoscatelado.

Aptidões de cultivo: vinha de vigor elevado. Porte semi-ereto. Adapta-se a vários tipos de terrenos

e climas, sempre e quando não sejam demasiado húmidos e não se trate de solos mal

drenados. Prefere terrenos de origem granítica.

Formação e poda: prefere formações relativamente estendidas e podas média-longas ou longas.

Em caso de poda curta, podem detetar-se importantes perdas produtivas.

Época de abrolhamento: média-precoce.

Época de maturação: média-precoce.

Produção: casta pouco produtiva, especialmente se não se aplicarem sistemas de desponte e

podas adequados. A seleção clonal oferece importantes melhoras produtivas.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao oídio e à acariose. Medianamente sensível

ao míldio e à botrytis.

Potencial enológico: produz um vinho de cor amarela palha com reflexos esverdeados de acidez

elevada, harmonioso, de grande persistência e expressão aromática. Casta adequada para

envelhecimento.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 42 JBP, 43JBP, 44ISA.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

 

ANCELLOTTA

Cepa difundida, sobretudo, no norte de Itália, onde se utiliza na produção de vinhos com muita

cor. Atualmente é cultivada com sucesso no Brasil, Argentina e no Leste da Europa. Cacho médio,

piramidal provido duma ala, habitualmente solto. Bago pequeno com polpa de espessura média,

consistente e de sabor neutro; polpa colorida. Cepa de elevado vigor com porte semi-ereto;

época de abrolhamento média-precoce. Produção boa e constante, adapta-se a formas expandidas

como Guyot, Sylvoz ou GDC com podas curtas e mistas. Ligeiramente sensível ao míldio.

Pode sofrer desavinho devido às chuvas ou frios primaverais. Adapta-se a vários tipos de solos,

preferindo os de textura média com tendência a argilosa. Prefere climas secos e bem arejados.

A época de maturação é médio-tardia. Dá origem a vinhos ricos em cor, ligeiramente alcoólicos,

adequados para misturas. A sua carga antociânica é muito elevada; é também muito estável

no tempo, razão pela qual é utilizada na indústria de mostos concentrados. Em determinados

ambientes pedoclimáticos, proporciona ótimos produtos para a sua venda como monovarietal.

Clones em multiplicação: R2, VCR540, Fedit 18CSG.

Clones de próxima apresentação para homologação: VCR463.

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

Antão Vaz

Cultiva-se principalmente na região da Vidigueira (Alentejo-Portugal).

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, com margens rosadas. Folha media,

margem pentagonal, cinco lóbulos, seio peciolar aberto. Cacho médio, semi-compacto, cilíndrico-

cónico. Bago grande, esferoidal.

Aptidões de cultivo: cepa de vigor elevado, porte semi-ereto/horizontal. Prefere climas quentes

com muito sol e solos profundos, secos e de boa fertilidade.

Época de abrolhamento: média.

Época de maturação: média.

Produção: muito elevada.

Formação e poda: prefere podas invernais médias ou longas e bastante ricas, aproveitando

assim o seu máximo potencial produtivo. Não se adapta bem à formação mediante cordão bilateral

tradicional.

Sensibilidade às doenças e adversidades: levemente sensível ao oídio e ao míldio. Sensível à

botrytis, esca e eutipiose.

Potencial enológico: dá origem a vinhos de cor amarela cítrica com aromas que lembram frutas

tropicais maduras. De boa estrutura, ligeiramente ácido, suporta bem o envelhecimento. É

uma casta recomendada para as zonas quentes.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 50JBP.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

 

 

ARINARNOA

Casta obtida no ano de 1956 por INRA (França) mediante o cruzamento entre Tannat x Cabernet

Sauvignon. Apresenta cacho médio-grande, bago médio de forma arredondada e sabor herbáceo.

Cepa de vigor médio, apresenta época de abrolhamento tardia. Resiste bem a botrytis

graças a um cacho médio-solto e polpa espessa, adaptando-se assim à secagem. De produção

boa e regular. A sua época de maturação é média. Dá origem a vinhos de grande complexidade

e persistência aromática, bem estruturados tanto na acidez, como no álcool, de pronunciada

tanicidade e concentração das substâncias colorantes.

Clones em multiplicação: Arinarnoa (clone francês) Inra-Entav 723.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

Arinto

ARINTO

Cultivada em todo Portugal. Também conhecida com o nome de Pedernã.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano aberto, distribuição com rebordo e fraca intensidade

da pigmentação antociânica da extremidade, porte ereto, alto vigor do pâmpano. Folha grande,

margem pentagonal, cinco lóbulos, dentes de lados convexos e curtos, seio peciolar fechado

em V, seios laterais superiores abertos, base dos seios laterais superiores em V. Cacho grande,

compacto, pedúnculo médio. Bago pequeno, uniforme, de forma elíptica, curta, umbigo visível;

polpa colorida, suculenta, mole; pedicelo curto de difícil separação.

Aspetos de cultivo: cepa muito vigorosa de porte ereto.

Formação e poda: prefere formas relativamente estendidas e podas média-longas.

Época de abrolhamento: tardia.

Época de maturação: tardia.

Produção: cepa tradicionalmente pouco produtiva, a sua produtividade melhorou notavelmente,

graças à selecção de materiais vegetais sãos.

Sensibilidade às doenças e adversidades: medianamente sensível à botrytis.

Potencial enológico: teor em açúcar médio, acidez total muito elevada; produz vinhos brancos

de reflexos verdes, caraterizados por uma importante gama aromática, de acidez forte e aroma

intenso, adequados para o envelhecimento.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 34JBP, 35JBP, 38JBP.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

AVESSO

Casta cultivada na região de Vinho Verde, em Portugal, apresenta cacho de tamanho médio, cónico

e compacidade média. Bago médio, elíptico. Vigor muito elevado, porte semi-ereto. Época de

abrolhamento precoce. Muito sensível ao míldio e botrytis, sensível ao oídio. Adapta-se a vários

sistemas de formação e poda, embora prefira podas longas. Cepa ligeiramente produtiva,

apresenta época de maturação precoce. Dá origem a vinhos delicados com aromas ligeiramente

florais, tendentes a frutados, grau alcoólico limitado e acidez média, de consumo fresco.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

AZAL B.

Casta cultivada na região do Minho, em Portugal. Apresenta cacho de tamanho médio, cónico,

compacidade média. Bago grande, elíptico. Vigor elevado, porte semi-ereto. Época de abrolhamento

precoce. Sensível ao míldio, ao oídio e à botrytis. Adapta-se a vários sistemas de formação

e poda, embora prefira podas longas. Cepa muito produtiva, apresenta época de maturação

média-tardia. Dá origem a vinhos de elevada acidez, frescos e cítricos de aromas ligeiramente

frutados a maçã verde.

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BAGA

Cepa procedente da região da Bairrada (Portugal), também cultivada com o nome de Bagrina

Crvena (Sérvia). Apresenta um cacho médio, alado, compacto, cónico com pedúnculo médio.

Bago médio, uniforme, esférico, com película de grossura média, umbigo pouco visível, polpa

não colorida, sucosa e dura, pedicelo curto. Trata-se de uma cepa vigorosa, de produção excelente

e maturação e abrolhamento tardios. Baixo teor em açúcar e acidez total média, dá origem

a vinhos ligeiramente alcoólicos de cor intenso e perfumes frutados; na boca deixa um gosto

excessivamente adstringente, devido à elevada quantidade de taninos.

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BASTARDO

Em Espanha é possível encontrá-lo com o nome de Merenzao ou de María Ardoña na Ribeira

Sacra, em Valdeorras e na ilha de Tenerife. É cultivada em França (Trousseau), Austrália (Gros

Cabernet), África do Sul, Califórnia (Chauché Noir), Argentina e Crimeia. A análise genética mostra

que provavelmente descende do Savagnin Branco. Apresenta cachos pequenos e compactos.

Bagos pequenos-médios, elípticos, de cor preta-azulada, com alto teor em açúcar. Casta de

vigor médio, porte semi-ereto. Época de abrolhamento precoce. Prefere boas exposições em

solos ricos, para atingir uma boa maturação. Adapta-se a diversas formas e a podas curtas ou

longas, dependendo das condições climáticas. Bastante resistente às doenças. Na etapa de

sobrematuração é bastante sensível à botrytis. De produção média-baixa e época de maturação

precoce. Dá origem a vinhos muito alcoólicos de grande complexidade aromática. Com o

envelhecimento, os aromas evoluem de aromas a frutas do bosque para ameixas secas e café.

Especialmente adequado para a produção de vinhos de sobremesa mediante dessecação.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 48JBP.

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BLANCA CAYETANA

Casta cultivada principalmente na província de Badajoz, em Espanha. Cacho médio-grande e

bastante compacto. Bago elíptico curto. Cepa de elevada produção e maduração média-tardia,

apresenta época de abrolhamento média, vigor médio-alto e porte da vegetação semi-ereto.

Tradicionalmente cultivada em vaso, adapta-se às formas dirigidas em espaldeira. Prefere

podas média-ricas. Sensível ao oídio, à botrytis e à acariose. Dá origem a vinhos alcoólicos de

baixa acidez, cor amarela ténue com tons esverdeados, perfumes intensos e complexos a fruta

madura (banana, maçã) e, ao mesmo tempo, a verduras que lhes conferem notas frescas e

frutadas. Graças à sua produtividade, pode ser utilizada na produção de álcool para brandy.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BOBAL

Considerada autóctona da zona da região valenciana de Utiel Requena, onde representa mais

de 90% da superfície cultivada. Apresenta cacho médio-grande de forma cónica e irregular.

Bago esferoidal de dimensões médias, ligeiramente aplastada. Cepa de produção elevada e

maturação media-tardia, tem bom vigor e boa resistência às secas. Abrolhamento médio-tardio,

pelo que que se evita o risco das geladas primaveris. Durante primaveras muito frias, pode

dar lugar a vermelhidão da folha e quedas da produção e fertilidade, devido ao seu elevado vigor.

Adapta-se a várias formas de poda, preferindo aquelas longas pela sua pouca fertilidade basal.

Apesar de ter um cacho grande e compacto, demostrou-se que é mais resistente às doenças

que as castas como a Aragonez, tanto pela película do bago, mais espessa, como pela folhagem

mais arejada.

Os seus vinhos caraterizam-se por um intenso cor, grau alcoólico relativamente baixo e per uma

acidez elevada. Emprega-se também para a elaboração de rosados. Os seus vinhos foram e continuam

a ser considerados o componente ideal para melhorar a cor de outros vinhos mais fracos

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BORRAÇAL

De origem galega–norte de Portugal. Também conhecida na Espanha com o nome de Caíño Tinto.

Muitas castas designadas Caíño são utilizadas em Portugal e Espanha para a produção do vinho

Caino Tinto. A análise do DNA verificou que Caíño Gordo, Caíño Redondo, Caíño Longo e Caíño

Bravo são castas distintas entre elas. Ao Caíño Tinto (Gordo), correspondem-lhe as castas portuguesas

Borraçal e Olho de Sapo. Caíño Redondo corresponde à casta Padeiro (Espadeiro em

Espanha). Resta por identificar a correta correspondência varietal entre as restantes castas

utilizadas na produção do vinho Caíño tinto, tais como Amaral (P: 212 HA), Azal Tinto, Cachón e

Cainho Miudo, que parecem corresponder ao Caíño Bravo. O Ferrón ou Ferról corresponde ao

Caíño do Freixo. Cacho de tamanho pequeno, cilíndrico e de compacidade média. Bago médio,

esférico, que se separa facilmente do pedicelo. Vigor médio elevado. Época de abrolhamento

média-precoce. Sensível ao oídio e botrytis. De baixa fertilidade, prefere podas longas. Cepa

ligeiramente produtiva, apresenta época de maturação tardia. Dá origem a vinhos de cor vermelha

rubi intenso, de óptima acidez e matizes herbáceos e vegetais, por vezes adstringente,

devido ao seu alto teor de taninos.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CABERNET FRANC

Proveniente do sudoeste de França, difundiu-se em muitas áreas vitícolas dedicadas à produção

de vinhos tintos de Bordéus.

Caraterísticas ampelográficas: casta bastante homogénea. As diferenças referem-se ao potencial

produtivo, que pode variar inclusive de uma forma evidente. Ápice do pâmpano grande de

cor verde esbranquiçada, sombreado em vermelho acastanhado. Folha de tamanho médio, pentagonal,

de 3 a 5 lóbulos com seio peciolar em lira estreita com frequente presença de um dente;

envés com leve tomento. Cacho de dimensões médias, cilindro-cónico, medianamente compacto.

Bago médio-pequeno, esferoidal de película espessa; polpa suculenta de sabor herbáceo.

Aspetos de cultivo: casta bastante vigorosa com porte da vegetação semi-ereto. Prefere terrenos

argilosos-calcários, mas também pode dar bons resultados em terrenos arenosos ou

soltos, sempre e quando não exista stress hídrico.

Formação e poda: prefere formas de poda longas, ainda que em ambientes quentes e secos

pode ser conveniente podar em talão. A lenhificação é boa e inclusive melhor que em Cabernet

Sauvignon e Carménère, pelo que pode ser cultivado em áreas com invernos rígidos.

Época de abrolhamento: média.

Época de maturação: média.

Produção: boa e constante.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensibilidade média frente à botrytis e esca. Sensível

a mosquitos verdes e eutipiose.

Potencial enológico: esta casta permite obter vinhos de boa qualidade e de elevado grau alcoólico,

de boa estrutura e com alto teor de polifenóis. Normalmente entra em mistura com

Merlot e Cabernet Sauvignon; como monovarietal apresenta um leve sabor herbáceo que se

perde com o envelhecimento.

Clones em multiplicação: Cabernet Franc VCR10, ISVFV4, ISV101, ISVSAVARDO7, ISVSAVARDO8;

Clones franceses: Inra-Entav 210, 212, 214.

Clones de próxima apresentação à homologação: Cabernet Franc VCR2, VCR4, VCR165, VCR166,

VCR170, VCR263

Características

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO

CABERNET SAUVIGNON

De origem francesa, zona de Bordéus, a casta difundiu-se por áreas temperadas-quentes de

todo o mundo. Segundo as estimativas da OIV, no ano 2000 a superfície mundial de Cabernet

Sauvignon era de 160,000 ha.

Caraterísticas ampelográficas: a casta é bastante homogénea, as diferenças referem-se à

forma do cacho e ao vigor. Pâmpano de ápice estendido com visíveis tons rosados. Folha de

dimensões médias, pentagonal, com cinco lóbulos e com seio peciolar fechado com margens

sobrepostas quase glabras. Cacho médio-pequeno, cilíndrico, espesso com uma ala visível, medianamente

compacto. Bago médio, esferoidal; película consistente; polpa um pouco carnosa

e de sabor ligeiramente herbáceo.

Aspetos de cultivo: cepa medianamente vigorosa, sarmentos tendencialmente elevados e de

entrenós médio-curtos. Adapta-se a climas quentes ou secos e ventosos; no norte prefere solos

bem expostos situados em colinas e solos rochosos ou argilosos bem drenados em superfícies

planas. Não aceita solos férteis, nem húmidos que induzem a planta a uma escassa lenhificação

e climas com insuficiente integral térmica.

Formação e poda: adapta-se a várias formas e podas, dependendo dos ambientes pré-selecionados

para o cultivo. No norte devem utilizar-se podas médias-longas, no centro-sul podem

utilizar-se podas médias-curtas. É muito importante realizar operações em verde para criar um

justo equilíbrio entre a vegetação e a produção.

Época de abrolhamento: tardia.

Época de maturação: média.

Produção: média e constante.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível às doenças da madeira (esca, eutipiose) e

ao dessecamento da ráquis, especialmente se for plantado em SO4, pelo que requer controlo

da relação K/Mg do solo. Alguns clones franceses apresentam incompatibilidade com o 3309C.

Potencial enológico: produz vinhos de cor vermelha rubi intensa, a tender para o púrpura, com

corpo, alcoólicos, aromáticos e com um leve e caraterístico sabor herbáceo. Refina consideravelmente

com o envelhecimento. Vinificado com outros vinhos, melhora consideravelmente

as suas caraterísticas organolépticas. Os melhores vinhos obtêm-se a partir de vinhas cultivadas

em solos duros, drenados e bem expostos ou situados em colinas com solos ligeiramente

argiloso-calcários.

Clones em multiplicação: Cabernet Sauvignon R5, VCR8, VCR11, VCR19, ISV2, ISV105, ISV117,

ISVFV5, ISVFV6; clones franceses: Inra-Entav 15, 169, 338, 685.

Clones de próxima apresentação à homologação: Cabernet Sauvignon VCR7, VCR9, VCR13,

VCR90, VCR264, VCR291, VCR489, VCR492, VCR500.

CAIÑO BRANCO

Cultivada na Galiza (Espanha) e no norte de Portugal. Utiliza-se na Região Demarcada das Rias

Baixas, complementando a uva Alvarinho. Folhas pequenas, trilobuladas, cuneiforme; cacho de

tamanho pequeno, solto; bagos pequenos, arredondados. Cepa ligeiramente vigorosa, apresenta

época de abrolhamento precoce. Sensível ao míldio e botrytis, cultiva-se em parreira, com

poda mista de garfo e esporonada. Cepa de produtividade média, apresenta época de maturação

média-precoce. Dá origem a vinhos secos, florais com sabor frutado típico.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CARIÑENA

Casta cultivada na Espanha, na região francesa del Midi, na Córsega, Argélia, Marrocos e

Tunes. Em Itália difundiu-se exclusivamente na Sardenha. Também conhecida com os nomes

de Carignano, Carignan, Mazuelo, Samso. Cacho médio, piramidal, alado (uma ou duas alas),

compacto ou semi-compacto. Bago médio, ovóide. Apresenta vigor médio-elevado, vegetação

estendida e época de abrolhamento tardia. Cepa rústica, adapta-se a várias formas, desde

Gobelet e Guyot até cordão e talão. Também obtém ótimos resultados com sistemas estendidos

e podas médias-longas. Apresenta época de maturação média e produção abundante, por

vezes excessiva, neste caso é necessário realizar operações de pré-vindima. Prefere solos secos

e pobres. É particularmente resistente aos ambientes quentes e secos.Sensível ao míldio

e muito sensível ao oídio, evita as eventuais geladas primaveris, graças ao abrolhamento tardio.

Produz vinhos ricos em corpo, alcoólicos e robustos. Ao mesmo tempo, a sua tanicidade é

de particular dureza, pelo que é útil para misturas e envelhecimento em barricas.

Clones em multiplicação: Cariñena CFC8; clones franceses: Inra-Entav 7, 9, 63, 65, 152, 171, 274.

Clones de próxima apresentação à homologação: Cariñena VCR252.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo