Castas de Uva Tinta

A Vivai Cooperativi Rauscedo - VCR produzem mais de 4000 combinações distintas entre castas, clones e porta enxertos.
A Improfort Portugal e a VCR- Rauscedo, comercializam e prestam todo o apoio técnico, às plantações com videiras italianas - VCR, com castas nacionais e internacionais e com diferentes clones e porta enxertos, mais adaptados à nossa realidade nacional .
As novas videiras resistentes ao míldio e ao oídio, são a última aposta da VCR, em tornar a vinha mais rentável e amiga do ambiente e um bom augúrio do futuro da vinha em Portugal.
A+ R A-

ALFROCHEIRO

Variedad presente en varias regiones productoras de vino en Portugal. Presenta un racimo

pequeño, compacto, con pedúnculo corto, fuertemente lignificado. Baya pequeña, uniforme,

esférica de piel gruesa y ombligo aparente. Variedad de vigor medio-alto, porte semierguido y

época de brotacion media. Gracias a su buena fertilidad en la base, se adapta también a podas

cortas. No debe forzarse la producción en los primeros años después de la plantación. La producción

es de buena a mediana. Sensibilidad mediana a mildiu y oidio, sensibilidad a botritis y

yesca superior a la media. Prefiere suelos arenosos, poco fértiles. Tolera mal el estrés hídrico y

la escasez de boro. La época de maduración es media (5 días después de Tempranillo). Adecuada

para la producción de vinos jóvenes y vinos con un aroma particularmente afrutado. También

adecuada para el envejecimiento medio-largo, si la producción está controlada y se realiza en

ambientes frescos. Frecuentemente utilizada en mezclas con Touriga.

Clones en multiplicación: mezcla policlonal, 41JBP.

Características

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ALICANTE BOUSCHET

Casta muito difundida em Portugal, utilizada em elaboração de lotes devido à sua cor vermelho

escura. Casta obtida em França no ano 1855 por Henry Bouschet, através do cruzamento de

Grenache x Petit Bouschet (Aragon x Teinturier Du Cher). Difundida em França, Espanha (Garnacha

Tintorera), Portugal e limitadamente em Itália.

Caraterísticas ampelográficas: a casta é bastante homogénea, as diferenças mais importantes

encontram-se na forma e no tamanho do cacho e na produtividade. Pâmpano de ápice com

pêlo verde esbranquiçado, folha média, trilobulada de forma triangular com seio peciolar em

lira mais ou menos fechada. Página inferior com pêlos. Cacho médio, cónico tendencialmente

compacto. Bago médio de película espessa, polpa colorida.

Aspetos de cultivo: vinha de vigor médio de porte ereto. Adapta-se bem a vários tipos de terrenos

de soltos a argilosos-calcários e a ambientes quentes a temperados quentes.

Formação e poda: prefere formas de expansão média e podas médias ou curtas.

Época de abrolhamento: média.

Época de maturação: média-precoce.

Produção: boa.

Sensibilidade a doenças e adversidades: sensíveis à excoriose e ao míldio e aos fitoplasmas.

Potencial enológico: é utilizado em mistura com outros vinhos para dar cor já que às vezes é

difícil que alcance finura e pode evidenciar carências no perfil aromático e polifenólico. Em determinados

ambientes pedoclimáticos, como na zona de Almansa em Espanha, têm-se obtido

vinhos monovarietais ótimos.

Clones em multiplicação: Clones franceses: Inra-Entav 803, 804.

SUPERFÍCIE CULTIVADA

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

 

 

ALVARELHÃO (BRANCELHO

Cepa de origem galega (Brancellao) e do norte de Portugal, designada também Brancelho.

Apresenta um cacho pequeno, cilíndrico, ligeiramente compacto. Bago pequeno, elíptico. Tratase

de uma cepa de vigor médio, de produção média, abrolhamento médio-tardio e maturação

média-precoce. Teor em açúcar médio e acidez total média, dá origem a vinhos cor rubi, aromáticos,

de sabor ligeiro. Também se utiliza para a produção de vinhos rosados.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ANCELLOTTA

Cepa difundida, sobretudo, no norte de Itália, onde se utiliza na produção de vinhos com muita

cor. Atualmente é cultivada com sucesso no Brasil, Argentina e no Leste da Europa. Cacho médio,

piramidal provido duma ala, habitualmente solto. Bago pequeno com polpa de espessura média,

consistente e de sabor neutro; polpa colorida. Cepa de elevado vigor com porte semi-ereto;

época de abrolhamento média-precoce. Produção boa e constante, adapta-se a formas expandidas

como Guyot, Sylvoz ou GDC com podas curtas e mistas. Ligeiramente sensível ao míldio.

Pode sofrer desavinho devido às chuvas ou frios primaverais. Adapta-se a vários tipos de solos,

preferindo os de textura média com tendência a argilosa. Prefere climas secos e bem arejados.

A época de maturação é médio-tardia. Dá origem a vinhos ricos em cor, ligeiramente alcoólicos,

adequados para misturas. A sua carga antociânica é muito elevada; é também muito estável

no tempo, razão pela qual é utilizada na indústria de mostos concentrados. Em determinados

ambientes pedoclimáticos, proporciona ótimos produtos para a sua venda como monovarietal.

Clones em multiplicação: R2, VCR540, Fedit 18CSG.

Clones de próxima apresentação para homologação: VCR463.

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ARINARNOA

Casta obtida no ano de 1956 por INRA (França) mediante o cruzamento entre Tannat x Cabernet

Sauvignon. Apresenta cacho médio-grande, bago médio de forma arredondada e sabor herbáceo.

Cepa de vigor médio, apresenta época de abrolhamento tardia. Resiste bem a botrytis

graças a um cacho médio-solto e polpa espessa, adaptando-se assim à secagem. De produção

boa e regular. A sua época de maturação é média. Dá origem a vinhos de grande complexidade

e persistência aromática, bem estruturados tanto na acidez, como no álcool, de pronunciada

tanicidade e concentração das substâncias colorantes.

Clones em multiplicação: Arinarnoa (clone francês) Inra-Entav 723.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BAGA

Cepa procedente da região da Bairrada (Portugal), também cultivada com o nome de Bagrina

Crvena (Sérvia). Apresenta um cacho médio, alado, compacto, cónico com pedúnculo médio.

Bago médio, uniforme, esférico, com película de grossura média, umbigo pouco visível, polpa

não colorida, sucosa e dura, pedicelo curto. Trata-se de uma cepa vigorosa, de produção excelente

e maturação e abrolhamento tardios. Baixo teor em açúcar e acidez total média, dá origem

a vinhos ligeiramente alcoólicos de cor intenso e perfumes frutados; na boca deixa um gosto

excessivamente adstringente, devido à elevada quantidade de taninos.

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BASTARDO

Em Espanha é possível encontrá-lo com o nome de Merenzao ou de María Ardoña na Ribeira

Sacra, em Valdeorras e na ilha de Tenerife. É cultivada em França (Trousseau), Austrália (Gros

Cabernet), África do Sul, Califórnia (Chauché Noir), Argentina e Crimeia. A análise genética mostra

que provavelmente descende do Savagnin Branco. Apresenta cachos pequenos e compactos.

Bagos pequenos-médios, elípticos, de cor preta-azulada, com alto teor em açúcar. Casta de

vigor médio, porte semi-ereto. Época de abrolhamento precoce. Prefere boas exposições em

solos ricos, para atingir uma boa maturação. Adapta-se a diversas formas e a podas curtas ou

longas, dependendo das condições climáticas. Bastante resistente às doenças. Na etapa de

sobrematuração é bastante sensível à botrytis. De produção média-baixa e época de maturação

precoce. Dá origem a vinhos muito alcoólicos de grande complexidade aromática. Com o

envelhecimento, os aromas evoluem de aromas a frutas do bosque para ameixas secas e café.

Especialmente adequado para a produção de vinhos de sobremesa mediante dessecação.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 48JBP.

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BOBAL

Considerada autóctona da zona da região valenciana de Utiel Requena, onde representa mais

de 90% da superfície cultivada. Apresenta cacho médio-grande de forma cónica e irregular.

Bago esferoidal de dimensões médias, ligeiramente aplastada. Cepa de produção elevada e

maturação media-tardia, tem bom vigor e boa resistência às secas. Abrolhamento médio-tardio,

pelo que que se evita o risco das geladas primaveris. Durante primaveras muito frias, pode

dar lugar a vermelhidão da folha e quedas da produção e fertilidade, devido ao seu elevado vigor.

Adapta-se a várias formas de poda, preferindo aquelas longas pela sua pouca fertilidade basal.

Apesar de ter um cacho grande e compacto, demostrou-se que é mais resistente às doenças

que as castas como a Aragonez, tanto pela película do bago, mais espessa, como pela folhagem

mais arejada.

Os seus vinhos caraterizam-se por um intenso cor, grau alcoólico relativamente baixo e per uma

acidez elevada. Emprega-se também para a elaboração de rosados. Os seus vinhos foram e continuam

a ser considerados o componente ideal para melhorar a cor de outros vinhos mais fracos

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BORRAÇAL

De origem galega–norte de Portugal. Também conhecida na Espanha com o nome de Caíño Tinto.

Muitas castas designadas Caíño são utilizadas em Portugal e Espanha para a produção do vinho

Caino Tinto. A análise do DNA verificou que Caíño Gordo, Caíño Redondo, Caíño Longo e Caíño

Bravo são castas distintas entre elas. Ao Caíño Tinto (Gordo), correspondem-lhe as castas portuguesas

Borraçal e Olho de Sapo. Caíño Redondo corresponde à casta Padeiro (Espadeiro em

Espanha). Resta por identificar a correta correspondência varietal entre as restantes castas

utilizadas na produção do vinho Caíño tinto, tais como Amaral (P: 212 HA), Azal Tinto, Cachón e

Cainho Miudo, que parecem corresponder ao Caíño Bravo. O Ferrón ou Ferról corresponde ao

Caíño do Freixo. Cacho de tamanho pequeno, cilíndrico e de compacidade média. Bago médio,

esférico, que se separa facilmente do pedicelo. Vigor médio elevado. Época de abrolhamento

média-precoce. Sensível ao oídio e botrytis. De baixa fertilidade, prefere podas longas. Cepa

ligeiramente produtiva, apresenta época de maturação tardia. Dá origem a vinhos de cor vermelha

rubi intenso, de óptima acidez e matizes herbáceos e vegetais, por vezes adstringente,

devido ao seu alto teor de taninos.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CABERNET FRANC

Proveniente do sudoeste de França, difundiu-se em muitas áreas vitícolas dedicadas à produção

de vinhos tintos de Bordéus.

Caraterísticas ampelográficas: casta bastante homogénea. As diferenças referem-se ao potencial

produtivo, que pode variar inclusive de uma forma evidente. Ápice do pâmpano grande de

cor verde esbranquiçada, sombreado em vermelho acastanhado. Folha de tamanho médio, pentagonal,

de 3 a 5 lóbulos com seio peciolar em lira estreita com frequente presença de um dente;

envés com leve tomento. Cacho de dimensões médias, cilindro-cónico, medianamente compacto.

Bago médio-pequeno, esferoidal de película espessa; polpa suculenta de sabor herbáceo.

Aspetos de cultivo: casta bastante vigorosa com porte da vegetação semi-ereto. Prefere terrenos

argilosos-calcários, mas também pode dar bons resultados em terrenos arenosos ou

soltos, sempre e quando não exista stress hídrico.

Formação e poda: prefere formas de poda longas, ainda que em ambientes quentes e secos

pode ser conveniente podar em talão. A lenhificação é boa e inclusive melhor que em Cabernet

Sauvignon e Carménère, pelo que pode ser cultivado em áreas com invernos rígidos.

Época de abrolhamento: média.

Época de maturação: média.

Produção: boa e constante.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensibilidade média frente à botrytis e esca. Sensível

a mosquitos verdes e eutipiose.

Potencial enológico: esta casta permite obter vinhos de boa qualidade e de elevado grau alcoólico,

de boa estrutura e com alto teor de polifenóis. Normalmente entra em mistura com

Merlot e Cabernet Sauvignon; como monovarietal apresenta um leve sabor herbáceo que se

perde com o envelhecimento.

Clones em multiplicação: Cabernet Franc VCR10, ISVFV4, ISV101, ISVSAVARDO7, ISVSAVARDO8;

Clones franceses: Inra-Entav 210, 212, 214.

Clones de próxima apresentação à homologação: Cabernet Franc VCR2, VCR4, VCR165, VCR166,

VCR170, VCR263

Características

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO

CABERNET SAUVIGNON

De origem francesa, zona de Bordéus, a casta difundiu-se por áreas temperadas-quentes de

todo o mundo. Segundo as estimativas da OIV, no ano 2000 a superfície mundial de Cabernet

Sauvignon era de 160,000 ha.

Caraterísticas ampelográficas: a casta é bastante homogénea, as diferenças referem-se à

forma do cacho e ao vigor. Pâmpano de ápice estendido com visíveis tons rosados. Folha de

dimensões médias, pentagonal, com cinco lóbulos e com seio peciolar fechado com margens

sobrepostas quase glabras. Cacho médio-pequeno, cilíndrico, espesso com uma ala visível, medianamente

compacto. Bago médio, esferoidal; película consistente; polpa um pouco carnosa

e de sabor ligeiramente herbáceo.

Aspetos de cultivo: cepa medianamente vigorosa, sarmentos tendencialmente elevados e de

entrenós médio-curtos. Adapta-se a climas quentes ou secos e ventosos; no norte prefere solos

bem expostos situados em colinas e solos rochosos ou argilosos bem drenados em superfícies

planas. Não aceita solos férteis, nem húmidos que induzem a planta a uma escassa lenhificação

e climas com insuficiente integral térmica.

Formação e poda: adapta-se a várias formas e podas, dependendo dos ambientes pré-selecionados

para o cultivo. No norte devem utilizar-se podas médias-longas, no centro-sul podem

utilizar-se podas médias-curtas. É muito importante realizar operações em verde para criar um

justo equilíbrio entre a vegetação e a produção.

Época de abrolhamento: tardia.

Época de maturação: média.

Produção: média e constante.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível às doenças da madeira (esca, eutipiose) e

ao dessecamento da ráquis, especialmente se for plantado em SO4, pelo que requer controlo

da relação K/Mg do solo. Alguns clones franceses apresentam incompatibilidade com o 3309C.

Potencial enológico: produz vinhos de cor vermelha rubi intensa, a tender para o púrpura, com

corpo, alcoólicos, aromáticos e com um leve e caraterístico sabor herbáceo. Refina consideravelmente

com o envelhecimento. Vinificado com outros vinhos, melhora consideravelmente

as suas caraterísticas organolépticas. Os melhores vinhos obtêm-se a partir de vinhas cultivadas

em solos duros, drenados e bem expostos ou situados em colinas com solos ligeiramente

argiloso-calcários.

Clones em multiplicação: Cabernet Sauvignon R5, VCR8, VCR11, VCR19, ISV2, ISV105, ISV117,

ISVFV5, ISVFV6; clones franceses: Inra-Entav 15, 169, 338, 685.

Clones de próxima apresentação à homologação: Cabernet Sauvignon VCR7, VCR9, VCR13,

VCR90, VCR264, VCR291, VCR489, VCR492, VCR500.

CARIÑENA

Casta cultivada na Espanha, na região francesa del Midi, na Córsega, Argélia, Marrocos e

Tunes. Em Itália difundiu-se exclusivamente na Sardenha. Também conhecida com os nomes

de Carignano, Carignan, Mazuelo, Samso. Cacho médio, piramidal, alado (uma ou duas alas),

compacto ou semi-compacto. Bago médio, ovóide. Apresenta vigor médio-elevado, vegetação

estendida e época de abrolhamento tardia. Cepa rústica, adapta-se a várias formas, desde

Gobelet e Guyot até cordão e talão. Também obtém ótimos resultados com sistemas estendidos

e podas médias-longas. Apresenta época de maturação média e produção abundante, por

vezes excessiva, neste caso é necessário realizar operações de pré-vindima. Prefere solos secos

e pobres. É particularmente resistente aos ambientes quentes e secos.Sensível ao míldio

e muito sensível ao oídio, evita as eventuais geladas primaveris, graças ao abrolhamento tardio.

Produz vinhos ricos em corpo, alcoólicos e robustos. Ao mesmo tempo, a sua tanicidade é

de particular dureza, pelo que é útil para misturas e envelhecimento em barricas.

Clones em multiplicação: Cariñena CFC8; clones franceses: Inra-Entav 7, 9, 63, 65, 152, 171, 274.

Clones de próxima apresentação à homologação: Cariñena VCR252.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CARMÉNÈRE

Cepa originária de Bordéus, muito difundida no Médoc no início dos anos 700, mas abandonado

pelo excessivo vigor e pela sensibilidade ao desavinho. Cultivada no norte oriental de Itália e no

Chile, suscitou um renovado interesse em Itália e noutros Países, graças a novos clones menos

vigorosos e com mais qualidade.

Caraterísticas ampelográficas: a casta apresenta uma evidente variabilidade intravarietal,

sobretudo, quanto ao vigor e às dimensões do bago. Pâmpano de ápice de cor verde clara com

margens rosadas. Folha orbicular, pentagonal com seio peciolar de margens sobrepostas. Página

inferior glabra. Cacho médio, cilindro-cónico, solto ou semi-solto. Bago pequeno com película

consistente; polpa de sabor herbáceo.

Aspetos de cultivo: cepa de notável vigor com porte da vegetação semi-ereto, pouco fértil; prefere

solos tendencialmente soltos pesados ou um pouco argilosos, não húmidos e ambientes

temperados-quentes com primaveras secas.

Formação e poda: exige formas expandidas e podas longas, devido à sua escassa fertilidade

basal. Requere a realização de periódicas podas verdes para evitar o excesso de vegetação.

Época de abrolhamento: média.

Época de maturação: média.

Produção: boa e constante.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível à carência de potássio, à flavescência dourada

e ao vírus de enrolamento das folhas. Sensível ao desavinho devido ao excesso de vigor e

à deficiência floral.

Potencial enológico: produz vinhos de um caraterístico sabor herbáceo que pode ver-se atenuado,

dependendo do clone pré-eleito e da zona de cultivo. O perfil aromático e os traços

vegetais relembram intensas notas a maçã, especiarias e pimento. Adequado para envelhecimento

breve ou médio.

Clones em multiplicação: Carmenere R9, VCR22, VCR700, VCR702, ISVFV5, ERSAFVG320,

ERSAFVG321, ERSAFVG322, ERSAFVG323.

Clones de próxima apresentação à homologação: Carmenere VCR303, VCR308, VCR310, VCR147,

VCR17, VCR18, VCR498.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CASTELÃO

Casta autóctone portuguesa, do sul do país, onde também se conhece como João de Santarém

ou Periquita.

Caraterísticas ampelográficas: Pâmpano de ápice esbranquiçado com margens um pouco

carminadas. Folha de dimensões médias, pentagonal, envés com elevada densidade de pêlos

prostrados, seio peciolar aberto. Cacho médio-grande, cónico e compacto. Bago médio, esferoidal;

película consistente; polpa suculenta.

Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio-elevado e porte ereto. Muito versátil, adapta-se a diversas

áreas de cultivo; prefere no entanto solos soltos e profundos e clima temperados-quentes,

para completar a maturação. Com primaveras frias e chuvosas pode dar desavinho das flores.

No caso de excesso de produção podem surgir problemas para terminar a maturação.

Formação e poda: adapta-se a várias formas e podas.

Época de abrolhamento: precoce.

Época de maturação: média.

Produção: elevada.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao míldio, medianamente sensível à botrytis.

Potencial enológico: produz vinhos de cor vermelha rubi, pouco concentrados, com traços de

frutos vermelhos e notas florais, de sabor fresco, levemente tânico, especialmente se é jovem.

Adequado também para vinhos de médio envelhecimento, em corte com outras castas.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 31EAN, 5JBP, 26JBP.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ESPADEIRO

Casta cultivada no norte de Portugal (Minho), diferente da Espadeiro cultivada em Espanha.

Apresenta cacho grande, médio-compacto, bago médio-grande, esférico. Muito vigorosa, apresenta

época de abrolhamento médio-tardia. Levemente sensível às principais doenças. Casta

produtiva, apresenta época de maturação tardia. Dá origem a vinhos ligeiramente ácidos, de

perfumes frescos e não muito ricos em açúcares. Adequado para a produção de vinhos tintos e

vinhos de envelhecimento médio-ligeiro, sobretudo, misturado com outras castas como Vinhão.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

GARNACHA TINTA

Casta proveniente de Espanha (Garnacha), cultivada posteriormente no sul de França (Grenache),

recentemente difundiu-se na região da Sardenha (Cannonau) e posteriormente em Véneto, na

província de Vicenza (Tocai Rosso) e Umbria (Gamay perugino)

Caraterísticas ampelográficas: a casta apresenta uma elevada variabilidade tanto quanto ao

seu vigor, como quanto à forma e tamanho do cacho. Pâmpano de ápice medianamente aberta,

verde-amarelado com margens vinosas e com baixa densidade de pêlos prostrados. Folha média,

redondeada, trilobulada, com seio peciolar aberto em forma de lira. Página inferior límpida.

Cacho médio, tronco piramidal, compacto, alado; bago médio, elíptico de cor azul-violeta distribuído

irregularmente, película bastante espessa e pruinosa; polpa suculenta de sabor simples.

Aspetos de cultivo: Casta muito vigorosa de porte ereto com sarmentos médio-robustos e entrenós

curtos; adapta-se a diversas áreas de cultivo. Prefere climas quentes e, nas zonas do

norte, colinas bem expostas e ventiladas. Os melhores resultados qualitativos obtêm-se mediante

o cultivo em terrenos ligeiramente ácidos, pedregosos ou ligeiramente calcários.

Formação e poda: adapta-se a várias formas de poda, preferindo aquelas de expansão média

como o cordão com talão e podas curtas e não demasiado fortes.

Época de abrolhamento: média-tardia.

Época de maturação: média Produção: boa e constante.

Sensibilidade às doenças e adversidades: normal, um pouco sensível à botrytis nos climas

mais frios e húmidos. É sensível à carência de magnésio. Apresenta uma incompatibilidade

importante em SO4 e140RU; manifesta às vezes engrossamento do ponto de enxerto mesmo

desde a plantação, em particular sobre SO4, 779 Paulsen e 140Ru.

Potencial enológico: produz vinhos de cor vermelha rubi clara, de sabor agradável e especial,

frutado, harmonioso, de estrutura leve. Em zonas quentes pode obter-se um vinho rosado, com

delicado perfume, frutado e agradável. Normalmente o potencial de acumulação de açúcares

é elevado, mas a cor cai rapidamente e a acidez é geralmente escassa, pelo que é necessário

limitar o vigor e a produtividade com uma manipulação apropriada.

Clones em multiplicação: Garnacha (clones italianos) VCR3, VCR23, CAPVS1, CAPVS2, CAPVS5,

CFC13, 1ISVICAPG, ISV-C.VI3, ISV-C.VI17; (clones espanhóis) CL-53, CL-55, CL-288, CL-294, ARA2,

ARA4, ARA6, ARA24, EVENA11, EVENA13, EVENA14, EVENA15, EVENA22, EVENA34; (clones franceses)

Inra-Entav 70, 135, 136, 139, 362.

Clones de próxima apresentação para a homologação: Garnacha VCR256

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

JAEN

Cultiva-se em Portugal, particularmente na região do Dão com o nome de Jaen. Casta antiga provavelmente

proveniente da Galiza onde é designada por Mencia. O seu cultivo estende-se para

a província de León, onde chega a ocupar dois terços da vinha da D.O. El Bierzo, ocupa a maioria

das novas plantações.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, verde. Folha média pentagonal com

cinco lóbulos. Cacho médio, de compacidade média, pedúnculo visível de cor verde. Bagos médios,

elipsoidais com película grossa.

Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio com porte semi-ereto. Adapta-se a vários tipos de solos.

Formação e poda: adequado aos diversos sistemas e podas curtas.

Época de abrolhamento: média-precoce.

Época de maturação: media-tardia.

Produção: média-alta.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao míldio, oídio, excoriose e medianamente

sensível à botrytis. Sensível ao vento.

Potencial enológico: produz vinhos de cor púrpura com aromas elegantes, ligeiramente frutados

e com bom equilíbrio de álcool e de acidez. Dá excelentes vinhos tintos e rosados, de aromas

primários e vinhos suaves e aveludados de grande qualidade. Quando são jovens são frutados

e muito saborosos. Com o envelhecimento os vinhos obtêm um bom buquê e uma grande personalidade.

Na boca, destaca-se o seu equilibro e suavidade conjuntamente com um marcado

caráter. Não adequado para envelhecimento longo.

Clones em multiplicação: Mencia C.L.51, C.L.79, C.L.94.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

MALBECH

Casta procedente do sudoeste de França, onde se conhece como Cot. É a casta mais importante

cultivada na Argentina (Malbeck). Introduzida há anos no norte de Itália e em Espanha, na Ribera

del Duero e nalgumas outras zonas da península.

Caraterísticas ampelográficas: a casta apresenta uma elevada variabilidade quanto ao vigor,

à produtividade e à forma e às dimensões do cacho. Pâmpano de ápice aberto de cor verde-

-esbranquiçada. Folha grande, orbicular, inteira e trilobulada. Seio peciolar aberto em U ou V.

Página inferior vesicular com nervura parcialmente vermelha, página inferior pubescente. Cacho

desde médio-grande até médio-pequeno, piramidal, alado, tendencialmente compacto. Bagos

médio-grandes, espesso com película consistente e polpa suculenta.

Aspetos de cultivo: mediano vigor com porte da vegetação semi-ereto. Adapta-se melhor aos

terrenos argilosos-calcários, secos, mas também produz ótimos resultados em terrenos arenoso-

limosos ou ricos em esqueleto. Prefere climas quentes e secos.

Formação e poda: prefere formas expandidas com podas longas, mas não ricas.

Época de abrolhamento: média-precoce.

Época de maturação: média (como a Merlot).

Produção: boa, mas inconstante, dependendo do clima.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao míldio e medianamente sensível ao oídio.

Sensível ao desavinho. Manifesta fenómenos de incompatibilidade nas combinações com

clones franceses/Kober 5BB.

Potencial enológico: produz vinhos ricos em cor, de boa-ótima estrutura, frutado-especiarias,

às vezes de acidez insuficiente. Em terrenos soltos produz vinhos perfumados com taninos redondos,

doces.

Clones em multiplicação: Malbech ISV-R6; clones franceses: Inra-Entav 594, 595

MARSELAN

Cepa obtida pelo INRA em França no ano 1961, com o cruzamento entre Cabernet Sauvignon e

Grenache n. Despertou grande interesse em França e noutros países pelos seus excelentes aspetos

de cultivo.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice ligeiramente cotanilhoso verde-esbranquiçado

com margens carminadas. Folha orbicular de 5, 7, ou 9 lóbulos com seio peciolar pouco

aberto em U, de cor verde intensa brilhante com página inferior sem pêlos. Cacho grande, piramidal.

Bago redondo pequeno.

Aspetos de cultivo: cepa de bom vigor com porte da vegetação ereto; sarmentos de entrenós

longo. Adapta-se bem a vários ambientes, mas prefere aqueles quentes e secos e solos de mediana

fertilidade também ligeiramente calcários.

Formação e poda: adapta-se perfeitamente a formas em espaldeira.

Época de abrolhamento: média-tardia.

Época de maturação: média-tardia.

Produção: boa e constante.

Sensibilidade às doenças e adversidades: escassa para todas as principais doenças. Boa resistência

ao frio invernal e as geladas outonais.

Potencial enológico: a Marselan permite elaborar vinhos de boa pigmentação antociânica, típicos,

de grande qualidade caraterizados por um pronunciado aroma a frutos vermelhos, de

boa estrutura e com um perfil polifenólico de alta qualidade (taninos redondos e aveludados).

Adequado para o envelhecimento breve e para misturas com outros vinhos menos dotados.

Clones em multiplicação: Marselan Inra-Entav 980.

MERLOT

É a cepa mais cultivada em França (117 354 ha no ano 2006) e largamente difundida por todo o

mundo. O seu nome parece derivar do "merlo"(melro), um pássaro de cor preta, que apreciam

particularmente os seus bagos.

Caraterísticas ampelográficas: a casta é bastante heterogénea; os biótipos que a compõem

diferenciam-se entre si pela sua fertilidade ou pela forma do cacho. Pâmpano de ápice expandido,

pubescente, verde-esbranquiçado. Folha média, pentagonal, de cinco lóbulos, margem

ondulada, bolhosa, verde, relativamente tomentosa, também na página inferior. Seio peciolar

em U. Cacho médio, piramidal, alado, mais ou menos solto com pedúnculo verde mais ou menos

rosado. Bago médio, redondo, de cor azul-purpura; película de consistência média, pruinoso;

polpa suculenta, doce de sabor herbáceo mais ou menos intenso.

Aspetos de cultivo: cepa medianamente vigorosa de porte semi-ereto; sarmentos de entrenós

curtos com vegetação completamente equilibrada. Adapta-se a vários tipos de solos e climas,

exceto àqueles demasiado quentes ou secos, se não são reforçados com irrigações frequentes.

Formação e poda: adapta-se a várias formas e podas; pelo que desponta com facilidade nas

formas livres totalmente mecanizáveis, preferindo podas médias com 4 ou 5 garfos ou longas

com 8 ou 10 garfos.

Época de abrolhamento: média.

Época de maturação: média.

Produção: abundante e constante; com a mesma carga de garfos é mais produtiva com os sistemas

de poda longa em relação à poda curta.

Sensibilidade às doenças e adversidades: escassa, sensível ao míldio no cacho e à podridão

ácida. Bastante sensível aos frios invernais.

Potencial enológico: produz vinhos de certa finura e tipicidade, de cor vermelha rubi bastante

intensa, caraterizados por um sabor ligeiramente herbáceo, alcoólicos, frutados, aromáticos e

de acidez tendencialmente baixa. Em zonas de colinas e bem expostas para norte, produz vinhos

finos, ainda que não adequados para um grande envelhecimento. Em misturas com Cabernet

pode conceder qualidade.

Clones em multiplicação: Merlot R3, R12, R18, VCR1, VCR13, VCR101, VCR103, VCR488, VCR489,

VCR490, VCR494, ISVFV2, ISVFV4, ISVFV5, ISVFV6, ERSAFVG350, ERSAFVG351, ERSAFVG35,

ERSAFVG353; clones franceses: Inra-Entav 181, 184, 343, 347, 348, 447, 519.

Clones de próxima apresentação à homologação: Merlot VCR27, VCR28, VCR36, VCR37