Vinha

A Vivai Cooperativi Rauscedo - VCR produzem mais de 4000 combinações distintas entre castas, clones e porta enxertos.
A Improfort Portugal e a VCR- Rauscedo, comercializam e prestam todo o apoio técnico, às plantações com videiras italianas - VCR, com castas nacionais e internacionais e com diferentes clones e porta enxertos, mais adaptados à nossa realidade nacional .
As novas videiras resistentes ao míldio e ao oídio, são a última aposta da VCR, em tornar a vinha mais rentável e amiga do ambiente e um bom augúrio do futuro da vinha em Portugal.
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Vinha

ALICANTE BOUSCHET

 

Casta muito difundida em Portugal, utilizada em elaboração de lotes devido à sua cor vermelho

escura. Casta obtida em França no ano 1855 por Henry Bouschet, através do cruzamento de

Grenache x Petit Bouschet (Aragon x Teinturier Du Cher). Difundida em França, Espanha (Garnacha

Tintorera), Portugal e limitadamente em Itália.

Caraterísticas ampelográficas: a casta é bastante homogénea, as diferenças mais importantes

encontram-se na forma e no tamanho do cacho e na produtividade. Pâmpano de ápice com

pêlo verde esbranquiçado, folha média, trilobulada de forma triangular com seio peciolar em

lira mais ou menos fechada. Página inferior com pêlos. Cacho médio, cónico tendencialmente

compacto. Bago médio de película espessa, polpa colorida.

Aspetos de cultivo: vinha de vigor médio de porte ereto. Adapta-se bem a vários tipos de terrenos

de soltos a argilosos-calcários e a ambientes quentes a temperados quentes.

Formação e poda: prefere formas de expansão média e podas médias ou curtas.

Época de abrolhamento: média.

Época de maturação: média-precoce.

Produção: boa.

Sensibilidade a doenças e adversidades: sensíveis à excoriose e ao míldio e aos fitoplasmas.

Potencial enológico: é utilizado em mistura com outros vinhos para dar cor já que às vezes é

difícil que alcance finura e pode evidenciar carências no perfil aromático e polifenólico. Em determinados

ambientes pedoclimáticos, como na zona de Almansa em Espanha, têm-se obtido

vinhos monovarietais ótimos.

Clones em multiplicação: Clones franceses: Inra-Entav 803, 804.

SUPERFÍCIE CULTIVADA

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

 

 

Antão Vaz

Cultiva-se principalmente na região da Vidigueira (Alentejo-Portugal).

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, com margens rosadas. Folha media,

margem pentagonal, cinco lóbulos, seio peciolar aberto. Cacho médio, semi-compacto, cilíndrico-

cónico. Bago grande, esferoidal.

Aptidões de cultivo: cepa de vigor elevado, porte semi-ereto/horizontal. Prefere climas quentes

com muito sol e solos profundos, secos e de boa fertilidade.

Época de abrolhamento: média.

Época de maturação: média.

Produção: muito elevada.

Formação e poda: prefere podas invernais médias ou longas e bastante ricas, aproveitando

assim o seu máximo potencial produtivo. Não se adapta bem à formação mediante cordão bilateral

tradicional.

Sensibilidade às doenças e adversidades: levemente sensível ao oídio e ao míldio. Sensível à

botrytis, esca e eutipiose.

Potencial enológico: dá origem a vinhos de cor amarela cítrica com aromas que lembram frutas

tropicais maduras. De boa estrutura, ligeiramente ácido, suporta bem o envelhecimento. É

uma casta recomendada para as zonas quentes.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 50JBP.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

 

 

AIREN

É a casta mais plantada no mundo. Cultiva-se sobretudo no centro de Espanha. Cacho grande

e alado; bago esférico, polpa macia. Cepa vigorosa de porte tombado (rastreiro), con época

de abrolhamento tardia. Apresenta produção abundante e constante, maduração tardia e uma

acentuada fertilidade na base, pelo que se adapta a uma poda muito curta tipo Gobelet. Pode

adaptar-se a espaldeira. Muito resistente às doenças. Pouco sensível às geladas primaveris.

Resistência ótima à seca graças à sua rusticidade. Obtém-se um vinho neutro e alcoólico, de

qualidade média-baixa devido à sua elevada produtividade. O nível de acidez é baixo.

Clones em multiplicação: Airen 22-23, 24-13, 18-22.

Características

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ALVARINHO

É uma das castas mais importantes na região do Vinho Verde em Portugal (Alvarinho), cultivada sobretudo

no norte do Minho, concelho de Monção. Devido à sua adaptabilidade, também se cultiva

noutras partes de Portugal. Em Espanha, é a casta mais difundida na região da Galiza, a maioria

das plantações encontram-se nas comarcas de O Salnes e O Rosal e estende-se para o interior

pela bacia do rio Minho até Salvatierra de Mino y Arbo, coincidindo com a D.O. Rías Baixas (Galiza).

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, muito cotanilhoso, branco com

margens fortemente dentadas. Folha pequena, redonda-pentagonal, com seios laterais muito

pouco profundos, página superior verde brilhante, página inferior cotanilhosa. Cacho pequeno,

medianamente compacto, bagos esféricos de cor verde-amarelado e com sabor ligeiramente

amoscatelado.

Aptidões de cultivo: vinha de vigor elevado. Porte semi-ereto. Adapta-se a vários tipos de terrenos

e climas, sempre e quando não sejam demasiado húmidos e não se trate de solos mal

drenados. Prefere terrenos de origem granítica.

Formação e poda: prefere formações relativamente estendidas e podas média-longas ou longas.

Em caso de poda curta, podem detetar-se importantes perdas produtivas.

Época de abrolhamento: média-precoce.

Época de maturação: média-precoce.

Produção: casta pouco produtiva, especialmente se não se aplicarem sistemas de desponte e

podas adequados. A seleção clonal oferece importantes melhoras produtivas.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao oídio e à acariose. Medianamente sensível

ao míldio e à botrytis.

Potencial enológico: produz um vinho de cor amarela palha com reflexos esverdeados de acidez

elevada, harmonioso, de grande persistência e expressão aromática. Casta adequada para

envelhecimento.

Clones em multiplicação: mistura policlonal, 42 JBP, 43JBP, 44ISA.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

 

ESPADEIRO

Casta cultivada no norte de Portugal (Minho), diferente da Espadeiro cultivada em Espanha.

Apresenta cacho grande, médio-compacto, bago médio-grande, esférico. Muito vigorosa, apresenta

época de abrolhamento médio-tardia. Levemente sensível às principais doenças. Casta

produtiva, apresenta época de maturação tardia. Dá origem a vinhos ligeiramente ácidos, de

perfumes frescos e não muito ricos em açúcares. Adequado para a produção de vinhos tintos e

vinhos de envelhecimento médio-ligeiro, sobretudo, misturado com outras castas como Vinhão.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ENCRUZADO

Casta cultivada principalmente no Dão (Portugal). Possui cacho médio-pequeno, compacto. Bago

médio, ligeiramente oval, de difícil desprendimento do pedúnculo. Casta de alto vigor, porte semi-

ereto, com época de abrolhamento média. Produção média. Sensibilidade média ao oídio,

míldio e botrytis. A época de maturação é precoce (igual à Fernão Pires). Dá vinhos elegantes e

de complexidade muito alta, acidez média e grande qualidade

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CODEGA DO LARINHO

Cultivada no norte de Portugal, em particular na região de Trás-os-Montes, apresenta cacho

grande e compacto, e bago médio, arredondado de polpa sucosa e ligeiramente aromática. De

vigor médio e porte semi-ereto, apresenta época de abrolhamento média-tardia. Sensível ao

míldio e pouco sensível à botrytis e oídio. Cepa de produtividade média, apresenta época de

maturação média. Dá origem a vinhos de boa complexidade, frutados (frutas tropicais) e florais

nem sempre de suficiente frescura, dada a sua escassa acidez, mas de ótimo perfil aromático,

pelo que é recomendado o seu uso em misturas com outras cepas.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CHENIN

Casta originaria de França (Val de Loire), na atualidade é amplamente cultivada na Argentina,

Chile, Califórnia, Nova Zelândia, Austrália e África do Sul. Cacho médio-grande, compacto; bago

de dimensões médias, ovóide. De elevado vigor, apresenta época de abrolhamento precoce. Muito

sensível à botrytis, oídio e doenças da madeira. Sensibilidade normal ao míldio. Adapta-se a vários

sistemas de formação e poda. Cepa de boa produtividade, apresenta época de maturação

média. Dá origem a vinhos de grande acidez, finos com notas cítricas muito interessantes ou

notas a mel. Dependendo do tipo do solo ou da elaboração, pode dar lugar a vinhos secos, espumantes

(em solos arenosos com colheita antecipada) ou vinhos de estrutura e licorosos (em

solos argilosos-calcários e uvas passas).

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CARIÑENA

Casta cultivada na Espanha, na região francesa del Midi, na Córsega, Argélia, Marrocos e

Tunes. Em Itália difundiu-se exclusivamente na Sardenha. Também conhecida com os nomes

de Carignano, Carignan, Mazuelo, Samso. Cacho médio, piramidal, alado (uma ou duas alas),

compacto ou semi-compacto. Bago médio, ovóide. Apresenta vigor médio-elevado, vegetação

estendida e época de abrolhamento tardia. Cepa rústica, adapta-se a várias formas, desde

Gobelet e Guyot até cordão e talão. Também obtém ótimos resultados com sistemas estendidos

e podas médias-longas. Apresenta época de maturação média e produção abundante, por

vezes excessiva, neste caso é necessário realizar operações de pré-vindima. Prefere solos secos

e pobres. É particularmente resistente aos ambientes quentes e secos.Sensível ao míldio

e muito sensível ao oídio, evita as eventuais geladas primaveris, graças ao abrolhamento tardio.

Produz vinhos ricos em corpo, alcoólicos e robustos. Ao mesmo tempo, a sua tanicidade é

de particular dureza, pelo que é útil para misturas e envelhecimento em barricas.

Clones em multiplicação: Cariñena CFC8; clones franceses: Inra-Entav 7, 9, 63, 65, 152, 171, 274.

Clones de próxima apresentação à homologação: Cariñena VCR252.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

CAIÑO BRANCO

Cultivada na Galiza (Espanha) e no norte de Portugal. Utiliza-se na Região Demarcada das Rias

Baixas, complementando a uva Alvarinho. Folhas pequenas, trilobuladas, cuneiforme; cacho de

tamanho pequeno, solto; bagos pequenos, arredondados. Cepa ligeiramente vigorosa, apresenta

época de abrolhamento precoce. Sensível ao míldio e botrytis, cultiva-se em parreira, com

poda mista de garfo e esporonada. Cepa de produtividade média, apresenta época de maturação

média-precoce. Dá origem a vinhos secos, florais com sabor frutado típico.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BORRAÇAL

De origem galega–norte de Portugal. Também conhecida na Espanha com o nome de Caíño Tinto.

Muitas castas designadas Caíño são utilizadas em Portugal e Espanha para a produção do vinho

Caino Tinto. A análise do DNA verificou que Caíño Gordo, Caíño Redondo, Caíño Longo e Caíño

Bravo são castas distintas entre elas. Ao Caíño Tinto (Gordo), correspondem-lhe as castas portuguesas

Borraçal e Olho de Sapo. Caíño Redondo corresponde à casta Padeiro (Espadeiro em

Espanha). Resta por identificar a correta correspondência varietal entre as restantes castas

utilizadas na produção do vinho Caíño tinto, tais como Amaral (P: 212 HA), Azal Tinto, Cachón e

Cainho Miudo, que parecem corresponder ao Caíño Bravo. O Ferrón ou Ferról corresponde ao

Caíño do Freixo. Cacho de tamanho pequeno, cilíndrico e de compacidade média. Bago médio,

esférico, que se separa facilmente do pedicelo. Vigor médio elevado. Época de abrolhamento

média-precoce. Sensível ao oídio e botrytis. De baixa fertilidade, prefere podas longas. Cepa

ligeiramente produtiva, apresenta época de maturação tardia. Dá origem a vinhos de cor vermelha

rubi intenso, de óptima acidez e matizes herbáceos e vegetais, por vezes adstringente,

devido ao seu alto teor de taninos.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BOBAL

Considerada autóctona da zona da região valenciana de Utiel Requena, onde representa mais

de 90% da superfície cultivada. Apresenta cacho médio-grande de forma cónica e irregular.

Bago esferoidal de dimensões médias, ligeiramente aplastada. Cepa de produção elevada e

maturação media-tardia, tem bom vigor e boa resistência às secas. Abrolhamento médio-tardio,

pelo que que se evita o risco das geladas primaveris. Durante primaveras muito frias, pode

dar lugar a vermelhidão da folha e quedas da produção e fertilidade, devido ao seu elevado vigor.

Adapta-se a várias formas de poda, preferindo aquelas longas pela sua pouca fertilidade basal.

Apesar de ter um cacho grande e compacto, demostrou-se que é mais resistente às doenças

que as castas como a Aragonez, tanto pela película do bago, mais espessa, como pela folhagem

mais arejada.

Os seus vinhos caraterizam-se por um intenso cor, grau alcoólico relativamente baixo e per uma

acidez elevada. Emprega-se também para a elaboração de rosados. Os seus vinhos foram e continuam

a ser considerados o componente ideal para melhorar a cor de outros vinhos mais fracos

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

BLANCA CAYETANA

Casta cultivada principalmente na província de Badajoz, em Espanha. Cacho médio-grande e

bastante compacto. Bago elíptico curto. Cepa de elevada produção e maduração média-tardia,

apresenta época de abrolhamento média, vigor médio-alto e porte da vegetação semi-ereto.

Tradicionalmente cultivada em vaso, adapta-se às formas dirigidas em espaldeira. Prefere

podas média-ricas. Sensível ao oídio, à botrytis e à acariose. Dá origem a vinhos alcoólicos de

baixa acidez, cor amarela ténue com tons esverdeados, perfumes intensos e complexos a fruta

madura (banana, maçã) e, ao mesmo tempo, a verduras que lhes conferem notas frescas e

frutadas. Graças à sua produtividade, pode ser utilizada na produção de álcool para brandy.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ANCELLOTTA

Cepa difundida, sobretudo, no norte de Itália, onde se utiliza na produção de vinhos com muita

cor. Atualmente é cultivada com sucesso no Brasil, Argentina e no Leste da Europa. Cacho médio,

piramidal provido duma ala, habitualmente solto. Bago pequeno com polpa de espessura média,

consistente e de sabor neutro; polpa colorida. Cepa de elevado vigor com porte semi-ereto;

época de abrolhamento média-precoce. Produção boa e constante, adapta-se a formas expandidas

como Guyot, Sylvoz ou GDC com podas curtas e mistas. Ligeiramente sensível ao míldio.

Pode sofrer desavinho devido às chuvas ou frios primaverais. Adapta-se a vários tipos de solos,

preferindo os de textura média com tendência a argilosa. Prefere climas secos e bem arejados.

A época de maturação é médio-tardia. Dá origem a vinhos ricos em cor, ligeiramente alcoólicos,

adequados para misturas. A sua carga antociânica é muito elevada; é também muito estável

no tempo, razão pela qual é utilizada na indústria de mostos concentrados. Em determinados

ambientes pedoclimáticos, proporciona ótimos produtos para a sua venda como monovarietal.

Clones em multiplicação: R2, VCR540, Fedit 18CSG.

Clones de próxima apresentação para homologação: VCR463.

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

ARINARNOA

Casta obtida no ano de 1956 por INRA (França) mediante o cruzamento entre Tannat x Cabernet

Sauvignon. Apresenta cacho médio-grande, bago médio de forma arredondada e sabor herbáceo.

Cepa de vigor médio, apresenta época de abrolhamento tardia. Resiste bem a botrytis

graças a um cacho médio-solto e polpa espessa, adaptando-se assim à secagem. De produção

boa e regular. A sua época de maturação é média. Dá origem a vinhos de grande complexidade

e persistência aromática, bem estruturados tanto na acidez, como no álcool, de pronunciada

tanicidade e concentração das substâncias colorantes.

Clones em multiplicação: Arinarnoa (clone francês) Inra-Entav 723.

 

Fonte : VIVAI COOPERATIVI RAUSCEDO  

Catálogo

VIOSINHO

Casta procedente de Portugal, cultivada principalmente na região do Douro. Também presente

no Alentejo e Açores.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto com forte pigmentação antociânica.

Folha pequena, trilobulada ou pentalobulada com seio peciolar com base em V pouco aberto.

Cacho pequeno de compacidade média. Bago pequeno, elipsoidal de difícil separação da grainha.

Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio e porte semi-ereto; adapta-se a vários tipos de terrenos

e a ambientes muito diversos, dos mais secos e quentes até aos mais frescos.

Formação e poda: conveniente a formação em espaldeira, ou mediante guyot com poda longa

ou a cordão esporonado.

Época de abrolhamento: precoce.

Época de maturação: precoce.

Produção: boa e regular.

Sensibilidade às doenças e adversidades: sensível ao oídio e à botrytis, sensibilidade média

ao míldio.

Potencial enológico: dá origem a vinhos de cor amarela-palha de acidez média, muito alcoólicos,

de bom corpo e boa intensidade aromática. Apto tanto para consumo jovem, como para

longo envelhecimento. Também utilizado na produção de vinhos generosos.

Clones em multiplicação: mistura policlonal.

VIOGNIER

Casta procedente do vale setentrional do rio Ródano. Pensa-se que foi introduzida em França

pelo imperador Probo, procedente de Smirnium na Croácia. Cultivada na ilha Vis na Dalmácia

sob o nome de Vugava ou Bugava.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice cotanilhoso, branco e com margens avermelhadas.

Folha orbicular, trilobulada ou pentalobulada com seio peciolar com base em U aberto

ou pouco aberto. Página inferior ligeiramente peluda. Cacho médio-pequeno, tronco-cónico

por vezes alado, tendencialmente compacto. Bago pequeno, esferoidal com casca espessa;

polpa de sabor aromático.

Aspetos de cultivo: cepa vigorosa com porte da vegetação ereto; prefere climas quentes, mas

não demasiado secos e solos não demasiado férteis, profundos e ligeiramente calcários.

Formação e poda: conveniente a formação em espaldeira ou mediante guyot com poda longa

ou a cordão esporonado de 3 ou 4 garfos. Para obter produções de qualidade é necessário adotar

plantações de densidade elevada.

Época de abrolhamento: precoce.

Época de maturação: média.

Produção: média e regular.

Sensibilidade às doenças e adversidades: dentro da média.

Potencial enológico: dá origem a vinhos muito aromáticos com predomínio de aroma frutado

maduro (pêssego, alperce), complexos de boa estrutura e grande qualidade. Por vezes, resulta

carente de acidez e apresenta um gosto amargo. Adequado para misturas (5-10%) com outros

vinhos, aos que confere aroma e estrutura.

Clones em multiplicação: Inra-Entav 642

VINHÃO

Procedente da região noroeste de Portugal, é na região portuguesa do Minho onde experimenta

a sua maior expansão. Ainda, pode encontrar-se noutras partes de Portugal, concretamente

na região do Douro (Sousão), e em Espanha (Souson), onde está autorizado na região da Galiza.

Também se cultiva na África do Sul e na Califórnia.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, esbranquiçado e cotanilhoso com

ligeira e difusa pigmentação antociânica. Folha média, cuneiforme com cinco lóbulos. Cacho

médio, alado, de compacidade superior à média, de forma cilíndrica ou cilíndrico-cónica. Bago

médio-pequeno, de forma esférica de cor preta-azulada; película com muita pruína, polpa sucosa,

ligeiramente avermelhada e de sabor neutro.

Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio-elevado, de porte ereto. Adapta-se a climas e terrenos

frescos.

Formação e poda: não apresenta limitação às diversas formas de poda, nem sequer às mais

curtas.

Época de abrolhamento: média-precoce.

Época de maturação: tardia. Produção: média.

Sensibilidade às doenças e adversidades: pouco sensível ao míldio e oídio, sensível à esca.

Suporta mal as secas e o stress hídrico. É sensível às queimaduras solares no pâmpano.

Potencial enológico: dá origem a vinhos de cor-de-rosa/bordô intenso, vinhos com corpo e aromas

intensos e persistentes. Utilizado em misturas para proporcionar cor.

Clones em multiplicação: mistura policlonal.

VERDEJO

Casta originária da região vitícola de Rueda (Espanha), autorizada actualmente em grande parte

da Península Ibérica, dada a grande qualidade dos vinhos que produz. Abundante em Valhadolid,

Segóvia e Ávila. Também é possível encontrá-la nas Canárias e agora em La Rioja. Fora de Espanha

destacam principalmente os cultivos na Austrália e em Portugal. No passado, com o nome de

Verdelho eram designadas diferentes castas não equivalentes, como Verdelho (da Madeira), Gouveio

(Godello) e Verdejo, criando muita confusão nas plataformas ampelográficas de muitos países.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, sem pêlos e pigmentação antociânica

com rebordo. Folha média, petalobulada, orbicular, seio peciolar em forma de lira pouco

aberto. Cacho médio-pequeno, cilíndrico, pouco compacto. Bago médio-pequeno, esférico, película

de cor verde-amarela.

Aspetos de cultivo: cepa de vigor médio e porte semi-rastejante. Adapta-se bem a solos pouco

férteis. Resiste bastante bem as secas.

Formação e poda: adapta-se a formações em vaso e espaldeira com poda média-longa, sobretudo,

em solos férteis, onde pode dar problemas de desavinho.

Época de abrolhamento: média.

Época de maturação: média-tardia.

Produção: média.

Sensibilidade às doenças e adversidades: muito sensível ao oídio e moderadamente à botrytis.

Potencial enológico: dá origem a vinhos de cor amarela intensa, de boa acidez e graduação, de

ótimo complexo aromático, muito frutado com matizes herbáceos. Na boca são vinhos frescos,

ácidos, com corpo e de grande persistência. Proporciona excelentes vinhos monovarietais ou

em mistura com Sauvignon branco e Macabeo. A sua estrutura permite a fermentação e envelhecimento

em barrica.

Clones em multiplicação: Clones espanhóis: CL-6,CL-21, CL-34, CL-47, CL-77, CL-101.

TRINCANDEIRA

Cepa autóctone cultivada em Portugal e também designada Tinta Amarela.

Caraterísticas ampelográficas: pâmpano de ápice aberto, verde amarelento, com ligeira pigmentação

antociânica. Folha pentagonal, tripentalobulada, seio peciolar em V, fechado com

lóbulos superpostos. Cacho médio, ligeiramente compacto. Bago médio, ovóide.

Aspetos de cultivo: cepa de vigor elevado e porte semi-ereto. Adapta-se a ambientes quentes

e solos pobres e secos.

Formação e poda: a sua condução não é fácil, adapta-se a vários sistemas de poda. No caso

de podas longas, pode originar produções excessivas.

Época de abrolhamento: média-precoce.

Época de maturação: precoce. Produção: elevada.

Sensibilidade às doenças e adversidades: pouco sensível ao míldio, muito sensível ao oídio

e à botrytis.

Potencial enológico: dá origem a vinhos de cor bordô intensa, de acidez média, com ligeiro

aroma a especiarias e herbáceos que com o envelhecimento tornam-se aromas a fruta madura

muito finos e complexos.

Clones em multiplicação: mistura policlonal